Faesp critica Plano Safra 2026/2027 e considera recursos insuficientes para o agro paulista

A Faesp (Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de São Paulo) manifestou críticas ao Plano Safra 2026/2027, em uma nota divulgada nesta terça – feira (30). A entidade considera que o programa apresentado pelo governo federal não aborda os principais desafios financeiros enfrentados pelo setor agropecuário.
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De acordo com a avaliação da Faesp, o incremento de R 9 bilhões nos recursos em comparação ao ciclo anterior é considerado insuficiente para a realidade dos produtores rurais. A federação enfatiza que o problema central não reside apenas na quantidade de crédito oferecido, mas na falta de medidas efetivas que promovam a reestruturação das dívidas dos agricultores.
Desafios financeiros para os produtores
A Faesp argumenta que muitos proprietários ainda possuem patrimônio e capacidade produtiva, mas estão enfrentando um aumento significativo nos custos operacionais, juros elevados e perdas devido a eventos climáticos. Esses fatores têm impactado negativamente o fluxo de caixa das atividades rurais.
Na percepção da entidade, sem soluções para o passivo acumulado, as novas linhas de financiamento não conseguem fomentar investimentos e podem até piorar a situação financeira dos produtores. Além disso, a falta de uma política agrícola permanente foi outro ponto criticado pela federação.
Segundo a Faesp, a necessidade de esperar anualmente pelo anúncio do Plano Safra gera incerteza em relação às taxas de juros, limites de financiamento e disponibilidade de recursos. Isso dificulta o planejamento estratégico para investimentos de médio e longo prazo no setor agropecuário.
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Propostas para um futuro mais estável
A federação sugere a implementação de um “Plano Brasil para o agro”, que traria regras estáveis e previsibilidade para os agricultores. Outro aspecto ressaltado é a urgência por uma política agrícola integrada que atenda produtores de todos os tamanhos.
A Faesp destaca que pequenos e médios produtores, responsáveis por mais de 70% das propriedades rurais no estado, enfrentam margens cada vez mais estreitas, mesmo diante dos recordes consecutivos na produção do agronegócio brasileiro.
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A preocupação com a cobertura atual do seguro rural também foi mencionada. Segundo a nota da entidade, essa cobertura atende apenas uma parte limitada da área cultivada, deixando muitos agricultores vulneráveis a riscos como secas, enchentes, geadas e incêndios.
Medidas necessárias para o setor
Para a Faesp, o Plano Safra só poderá alcançar os resultados desejados se for acompanhado por ações que ampliem o seguro rural, ofereçam crédito adequado à realidade do campo e estabeleçam uma política agrícola duradoura. A entidade defende que o agronegócio brasileiro precisa de previsibilidade e segurança jurídica para continuar produzindo alimentos, gerando empregos e contribuindo para a economia nacional.
Autor(a):
Gabriel Furtado
Gabriel é economista e jornalista, trazendo análises claras sobre mercados financeiros, empreendedorismo e políticas econômicas. Sua habilidade de prever tendências e explicar dados complexos o torna referência para quem busca entender o mundo dos negócios.



