Exportação de café verde do Brasil atinge maior nível em 20 meses

Exportação recorde de café verde gera US 1,29 bilhão em setembro, apesar da queda de 9,8% no preço médio.

06/10/2026 18:06

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FOTO DE ARQUIVO: Produtores brasileiros de café robusta apostam na qualidade em meio à alta dos preços e às preocupações com o clima
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O Brasil registrou em setembro o maior volume de embarques de café verde dos últimos 20 meses. Foram 235,8 mil toneladas exportadas, o equivalente a 3,93 milhões de sacas de 60 kg, de acordo com dados divulgados nesta terça – feira pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex.

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O número representa um salto de 20,4% na comparação com setembro do ano passado. O país conseguiu escoar volumes expressivos de uma safra que já é estimada como recorde. Com a colheita finalmente encerrada — as chuvas atípicas de inverno atrasaram os trabalhos —, os exportadores passaram a contar com os grãos da nova safra.

Receita em alta, preço em queda

Em termos de divisas, o café gerou US 1,29 bilhão para o Brasil em setembro. O valor representa um aumento de 8,7% em relação ao mesmo mês de 2025. Esse crescimento veio apesar de uma queda de 9,8% no preço médio do produto. Na prática, os volumes maiores do que compensaram a desvalorização da commodity no mercado internacional.

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Entre os produtos in natura exportados pelo Brasil, o café só fica atrás da soja em geração de receita. A soja, mesmo não estando mais em seu pico de embarques, movimentou US 3,47 bilhões em setembro — alta de 11,9% ante o mesmo período do ano anterior.

Os volumes exportados da oleaginosa ficaram praticamente estáveis, em 7,36 milhões de toneladas.

Milho recua; carne bovina despenca

O milho, por sua vez, teve um desempenho oposto. As exportações do grão caíram mais de 30% em setembro, somando 5,2 milhões de toneladas. O recuo é explicado por dois fatores principais: o mercado interno está cada vez mais aquecido, puxado pela expansão da indústria de etanol, e a concorrência argentina ficou mais forte, com preços mais competitivos no mercado global.

Já a carne bovina in natura, segmento em que o Brasil é o maior exportador mundial, sofreu uma queda brusca. Os embarques despencaram 38% na comparação anual, para 195,2 mil toneladas. O motivo principal foi o fim da cota da China com tarifa reduzida, que até então favorecia as vendas brasileiras.

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Além disso, desde o início de setembro, as exportações para a União Europeia estão suspensas. O Brasil ficou de fora de uma lista de países autorizados a vender para o bloco, por não atender a novas exigências da UE relacionadas ao uso de antimicrobianos na produção animal.

Marcos Oliveira é um veterano na cobertura política, com mais de 15 anos de atuação em veículos renomados. Formado pela Universidade de Brasília, ele se especializou em análise política e jornalismo investigativo. Marcos é reconhecido por suas reportagens incisivas e comprometidas com a verdade.

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