Explosão em obra da Sabesp no Jaguaré reacende críticas à privatização

Sindicato atribui a piora dos serviços à redução do quadro de funcionários após a venda da empresa.

2 min

Foto: Reprodução
Foto: Reprodução

Explosão na Sabesp Expõe Críticas à Privatização e Impacto em Jaguaré

Uma explosão de gás durante obras da Sabesp na região do Jaguaré, na zona oeste de São Paulo, deixou um morto, três feridos e danos em residências na segunda-feira (11). O evento reacendeu o debate sobre o processo de privatização da empresa, com especialistas apontando para o desmonte da operação.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

A análise é do presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Água, Esgoto e Meio Ambiente do Estado de São Paulo (Sintaema), José Antonio Faggian, em entrevista à Rádio Brasil de Fato.

Preocupações com Tarifas e Condições de Trabalho

Faggian enfatiza que a responsabilidade pelo ocorrido deve ser atribuída ao governo estadual, liderado por Tarcísio de Freitas. Segundo ele, o sindicato alertava sobre os riscos de aumento das tarifas, deterioração dos serviços e queda na qualidade do trabalho desde o início do processo de privatização. “Observamos uma perda de quase 50% do quadro de funcionários, o que representa um verdadeiro desmonte na empresa”, afirma.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Ele relata que os trabalhadores enfrentam condições precárias, com salários reduzidos e alta pressão, enquanto a Sabesp registra um lucro de R$ 6,3 bilhões.

Programas de Demissão Voluntária e Impacto na Empresa

O presidente do Sintaema detalha que a empresa implementou três Programas de Demissão Voluntária (PDVs) desde o início da privatização, o que contribuiu para a situação atual. Ele argumenta que o governo estadual “optou por privatizar uma empresa lucrativa e eficiente”, priorizando o lucro em detrimento do bem-estar da população e das condições de trabalho. “A lógica do lucro se sobrepõe a um serviço essencial como o de saneamento, gerando consequências negativas para a população e para os profissionais que atuam na Sabesp”, explica.

Outros Incidentes e Necessidade de Apuração

Faggian ressalta que existem “várias questões que precisam ser apuradas”, mas a responsabilidade da Sabesp no episódio é evidente. Ele cita outros acidentes, como o rompimento de uma caixa d’água em Mairiporã, que resultou em um morto e sete feridos em março deste ano, e problemas com a qualidade da água em Hortolândia, com forte odor e gosto, que vieram à tona em maio. “Se essas questões não forem corrigidas, a situação continuará se repetindo”, conclui.

Disponibilidade do Material

Leia também

A Redação Clique Fatos assina a cobertura geral do portal. As matérias são produzidas com apoio de inteligência artificial a partir de fontes identificadas (órgãos oficiais, agências e veículos de imprensa) e passam por checagens automáticas antes de publicar. Encontrou um erro? Escreva para [email protected].

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Ative nossas Notificações

Ative nossas Notificações

Fique por dentro das últimas notícias em tempo real!