Sabesp (SBSP3) lucra R$ 1,107 bi no 3º trimestre e vê despesa financeira subir 74%

A Sabesp (SBSP3) registrou lucro líquido ajustado de R$ 1,107 bilhão no terceiro trimestre deste ano, queda de 13,8% ante os R$ 1,284 bilhão do mesmo período do ano anterior. O resultado foi pressionado pelo resultado financeiro líquido, cujas despesas subiram 74%, para R$ 1,31 bilhão, na comparação anual.
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O lucro ajustado deixa de fora margem de construção, ativo financeiro, efeitos não recorrentes e a Empresa Metropolitana de Águas e Energia (EMAE). Na avaliação da companhia, o resultado também foi afetado pela conta de juros mais elevada, usada para acelerar o programa de investimentos, e pelo ganho não recorrente de R$ 1,5 bilhão no terceiro trimestre de 2025 relativo a precatórios.
Ebitda e receita sobem no trimestre
O Ebitda ajustado chegou a R$ 3,648 bilhões no terceiro trimestre, alta de 15,2% ante os R$ 3,206 bilhões do mesmo período do ano anterior. A margem Ebitda ajustada foi de 61%, contra 59% na mesma base de comparação.
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A receita líquida ajustada somou R$ 5,958 bilhões, avanço de 9% na mesma base. No quadro de pessoal, o número de 9.057 ao fim do trimestre ficou 249 abaixo do mesmo período de 2025, queda de 2,7%. A economia com salários, encargos, benefícios e obrigações previdenciárias foi de 21,4%, o equivalente a R$ 147 milhões.
Tarifas sobem e consumo residencial cresce 1,4%
O volume de consumo residencial foi de 945 milhões de metros cúbicos (m3), ante 932 milhões de m3 no mesmo trimestre do ano anterior, alta de 1,4%. Já os indicadores dos segmentos comercial e industrial, apresentados pela companhia como 98 m3 e 18 m3, respectivamente, ficaram idênticos na comparação anual.
A tarifa média residencial foi de R$ 4,32 por m3, com alta de 7%. A tarifa comercial chegou a R$ 16,14 por m3, subindo 6,7%, e a industrial foi de R$ 22,06 por m3, com avanço de 13,1%.
Energia elétrica puxa alta de despesas e capex chega a R$ 4,5 bilhões
O maior aumento de despesas veio da energia elétrica, com alta de 37,2% que gerou perdas de R$ 112 milhões além do já desembolsado no terceiro trimestre de 2025.
As despesas de capital (Capex) somaram R$ 4,5 bilhões no terceiro trimestre, com alta de 13,8% na base anual. A variação se concentrou na distribuição de água, onde o volume de investimentos cresceu 47,2% e as despesas chegaram a R$ 1,701 bilhão.
Em esgoto, as despesas ficaram estáveis em R$ 2,82 bilhões, e a carteira de investimentos contratados (backlog de Capex) alcançou R$ 44,2 bilhões.
Editoria:
Redação Economia
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