Execução falha de Christa Pike: condenada sobrevive a injeção letal e está em estado crítico
Christa Pike sobreviveu à injeção letal no Tennessee, e o governador suspendeu todas as execuções no estado para revisão.
Christa Pike, condenada à morte no Tennessee, sobreviveu à execução por injeção letal na quarta – feira (30) e está internada em estado grave em um hospital de Nashville. Os advogados dela confirmaram nesta quinta – feira (1°) que ela continua viva, mas recebendo cuidados médicos de emergência.
“Ela está em estadocrítico, recebendo cuidados para salvar sua vida”, disse Stephen Farrell, um dos defensores. Randall Spivey também afirmou que não há um prognóstico claro no momento. As declarações foram feitas a repórteres pelos advogados.
Procedimento falho e suspensão das execuções
O Tennessee adotou em 2024 um protocolo de execução com apenas um fármaco, o pentobarbital. No caso de Pike, os agentes penitenciários aplicaram duas injeções, mas o procedimento não foi fatal. Segundo a defesa, a execução causou “agonia desnecessária” à condenada.
Autoridades do Departamento de Correções informaram que a execução foi interrompida e que Pike foi levada a uma ambulância. A porta – voz Kayla Hackney, no entanto, recusou – se a dar detalhes sobre o estado de saúde dela nesta quinta – feira. O governador Bill Lee ordenou a suspensão de todas as execuções programadas no estado pelo restante do ano e determinou uma revisão independente do ocorrido na Penitenciária de Segurança Máxima Riverbend.
Lee havia negado o pedido de clemência de Pike na segunda – feira (28.
“Ninguém queria que o que aconteceu ontem à noite tivesse ocorrido. É uma tragédia, e é profundamente perturbador para mim que isso tenha acontecido neste estado”, declarou Lee a jornalistas. Ele afirmou que a população merece algo melhor e que vai garantir que isso aconteça.
Repercussão internacional e o crime de 1995
O caso ganhou repercussão global. O Alto Comissário da ONU para os Direitos Humanos, Volker Türk, afirmou que o sofrimento prolongado de Pike demonstra a crueldade da pena de morte e que os Estados Unidos deveriam aboli – la. “Múltiplas tentativas de execução fracassadas são abomináveis e cruéis”, disse Türk em comunicado.
Leia também
Pike seria a primeira mulher executada no Tennessee em mais de dois séculos. Ela foi condenada pelo assassinato de Colleen Slemmer, ocorrido em janeiro de 1995, quando tinha 18 anos. Na época, Pike, o namorado Tadaryl Shipp (então com 17 anos) e um comparsa atraíram a vítima, uma colega de 19 anos do centro de treinamento profissional Job Corps em Knoxville, para uma área arborizada, onde a torturaram e mataram.
Ambos confessaram o crime e foram condenados por homicídio em primeiro grau.