Ex-ministros da Defesa da China são condenados à morte com suspensão por corrupção

Ex-ministros da Defesa da China condenados à morte em caso de corrupção
Um tribunal militar da China condenou à morte, com suspensão da execução, Wei Fenghe e Li Shangfu, ex-ministros da Defesa do país. Ambos os homens também eram membros da Comissão Militar Central do Partido Comunista Chinês. A sentença, no entanto, suspende a execução por dois anos, caso os condenados demonstrem bom comportamento durante esse período, convertendo a pena em prisão perpétua.
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As sentenças foram proferidas separadamente e confirmam acusações de corrupção que remontam a investigações iniciadas em 2023. Wei Fenghe foi condenado por receber subornos, enquanto Li Shangfu respondeu por dois crimes relacionados a recebimento e oferta de subornos, com as penas aplicadas em conjunto.
Ambos os ex-ministros perderam seus direitos políticos e todos os bens pessoais foram confiscados.
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Quem eram Wei Fenghe e Li Shangfu?
Wei Fenghe, nascido em fevereiro de 1954 em Shandong, teve uma longa carreira no Exército de Libertação Popular, começando no Segundo Corpo de Artilharia, especializado em mísseis balísticos. Assumiu o comando do Segundo Corpo em 2012 e, em 2015, liderou a recém-criada Força de Foguetes até 2017.
Em 2018, foi nomeado conselheiro de Estado e ministro da Defesa, cargo que ocupou até 2023. Participou da Cúpula do Diálogo de Shangri-La em Singapura em 2022, representando a China.
Li Shangfu, nascido em fevereiro de 1958 em Chengdu, província de Sichuan, formou-se na Universidade Nacional de Defesa em 1982 e trabalhou no Centro de Lançamento de Satélites de Xichang por décadas. Ele teve papel importante no lançamento da sonda lunar Chang’e-2, em 2010.
Nomeado ministro da Defesa em março de 2023, foi afastado do cargo em outubro daquele ano e expulso do Partido Comunista da China em junho de 2024.
Campanha anticorrupção e consequências
A condenação de Wei Fenghe e Li Shangfu ocorre dentro de uma extensa campanha anticorrupção liderada pelo Partido Comunista da China. Em 2025, órgãos de fiscalização disciplinar instauraram 1 milhão de processos e puniram 983 mil pessoas, incluindo altos funcionários.
No primeiro semestre de 2025, 43 quadros de nível provincial e ministerial foram investigados.
A investigação dos dois ex-ministros se estendeu a membros da Força de Foguetes, com quatro dos primeiros comandantes da força sendo investigados. Além disso, outros altos funcionários do Ministério da Defesa também foram afastados e investigados, incluindo ex-vice-comandantes, chefes do Estado-Maior e do Departamento de Armamentos.
Pena de morte com suspensão
A sentença de Wei Fenghe e Li Shangfu representa a punição máxima prevista para crimes de corrupção na China, a chamada pena de morte com suspensão. Na prática, equivale à prisão perpétua sem progressão de regime, refletindo a determinação do governo chinês em combater a corrupção em todos os níveis.
Atualização em 30/10/2026: o texto foi corrigido.
Editoria:
Redação Internacional
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