Ex-governador do Rio no centro de Operação Compliance Zero e Banco Master

A 8ª fase da Compliance Zero apura aplicações de cerca de R$ 3 bilhões do Rioprevidência no Banco Master

2 min

Foto: Agência Brasil
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Investigação da Operação Compliance Zero chega ao ex-governador do Rio

A Polícia Federal (PF) intensificou suas investigações na oitava fase da Operação Compliance Zero, iniciada na terça-feira (26). A ação, autorizada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça, envolveu a execução de dez mandados de busca e apreensão no Rio de Janeiro e em Brasília (DF).

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O foco principal é o Rioprevidência, responsável pela gestão das aposentadorias de mais de 235 mil servidores do estado.

Investimentos suspeitos e Banco Master em dificuldade

A investigação apura um total de aproximadamente R$ 3 bilhões transferidos do Rioprevidência para o Banco Master. Esse valor foi investido em letras financeiras e outras aplicações, incluindo R$ 2,01 bilhões em fundos de investimento do mesmo banco, e R$ 970 milhões em aplicações diretas.

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O Banco Master foi liquidado pelo Banco Central em novembro de 2025 devido a fraudes financeiras e à incapacidade de honrar seus pagamentos. A situação se agravou com a prisão do ex-presidente do fundo previdenciário Deivis Marcon Antunes, que teria realizado as aplicações antes do credenciamento do banco, contrariando recomendações do Tribunal de Contas do Estado (TCE).

Denúncia e relação com o Banco Master

O deputado estadual Flávio Serafini (Psol) ressaltou a importância da operação para investigar as relações do ex-governador Cláudio Castro com o Banco Master. Ele apontou que o governador alterou a regulamentação de créditos consignados em 2021, beneficiando o banco, que passou a ser conhecido como CredCesta. “Esse decreto do governador mostra que a relação dele com essa instituição financeira já vem de pelo menos cinco anos”, afirmou Serafini.

Pedido de CPI negado e ações legais

O Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ) negou o pedido de instalação da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) sobre os investimentos no Banco Master, proposto pelo deputado Flávio Serafini. A decisão ocorreu devido à demora na publicação do pedido no Diário Oficial, um ato que depende do presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (ALerj), Douglas Ruas (PL), aliado do governador.

Diante da situação, o deputado entrou com uma ação no TJRJ, que foi negada pelo desembargador Cherubin Helcias Schwartz Junior, que solicitou uma manifestação da ALerj sobre as CPIs em andamento.

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Atualização em 30/10/2026: o texto foi corrigido.

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