Por que o EWZ cai quase 18% após a reeleição de Lula: mercado apostava em virada fiscal com Flávio

O EWZ, principal ETF ligado a ativos brasileiros negociado nos Estados Unidos, despencou nas negociações after-hours do domingo (25), após a confirmação da reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Os futuros chegaram a ceder mais de 19%.
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Por volta de 21h42, o fundo recuava 17,75%. Naquele momento, perdia US$ 7,56 e era vendido a US$ 35,03.
Ações brasileiras já tinham subido com a expectativa de vitória de Flávio
Na sexta-feira (23), último pregão antes do segundo turno, o ETF fechou em alta de 1,77%. O movimento refletia o otimismo que o mercado financeiro vinha cultivando com a possibilidade de vitória do senador Flávio Bolsonaro (PL), candidato da oposição.
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Antes disso, a disputa já tinha mexido com o ativo. Quando as urnas mostraram o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) à frente de Lula no primeiro turno, realizado em 5 de outubro, o EWZ saltou de US$ 38,19, na sexta-feira anterior ao pleito, para US$ 43 na segunda-feira, 6 de outubro.
Investidores apostavam em mudança na política fiscal
O mercado tratava a vitória de Flávio como uma possível virada na política fiscal do governo. A expectativa era de um rearranjo das contas públicas e de controle da dívida bruta federal.
Com essa perspectiva, os investidores esperavam que a mudança trouxesse alívio aos juros praticados no país. Com a reeleição de Lula confirmada, essa aposta perdeu força e o ETF passou a refletir a queda no after-hours.
Leia também
Editoria:
Redação Economia
A Redação Economia reúne a cobertura do Clique Fatos sobre economia, negócios, mercado financeiro, agronegócio e finanças pessoais. As matérias são produzidas com apoio de inteligência artificial a partir de agências e veículos citados no texto. Encontrou um erro? Escreva para [email protected].



