Estudo revela que medicamento para constipação pode melhorar funções cognitivas em depressivos

Estudo Revela Potencial de Medicamento para Melhorar Problemas Cognitivos em Pacientes com Depressão
Um estudo divulgado neste domingo (14) na revista científica Psychological Medicine indica que um medicamento utilizado no tratamento da constipação crônica pode auxiliar na melhoria de problemas cognitivos relacionados à depressão. Dificuldades de concentração, memória e raciocínio, frequentemente referidas como “névoa mental”, são sintomas comuns em indivíduos com transtornos mentais e podem persistir mesmo após a recuperação do quadro depressivo.
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A pesquisa envolveu 50 pacientes com idades entre 18 e 40 anos, todos com um histórico de pelo menos dois episódios de depressão. Os participantes estavam recuperados há pelo menos seis meses e não estavam utilizando medicamentos durante o estudo.
Eles foram divididos aleatoriamente em dois grupos: um recebeu 2 miligramas de prucaloprida, a dose aprovada para o tratamento da constipação crônica, por um período de sete a dez dias, enquanto o outro grupo recebeu placebo, sem princípio ativo.
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Avaliação das Funções Cognitivas
Antes e após a intervenção, os participantes realizaram uma série de testes para avaliar suas funções cognitivas, incluindo memória de curto e longo prazo, função executiva e processamento emocional. Os resultados indicaram que aqueles que receberam prucaloprida demonstraram maior rapidez e precisão nas tarefas cognitivas em comparação ao grupo que recebeu placebo.
A Dra. Angharad de Cates, da Universidade de Birmingham e autora correspondente do estudo, destacou que os resultados são encorajadores. “Problemas cognitivos, ou névoa mental, são uma característica importante e frequentemente negligenciada da depressão, podendo persistir mesmo quando o humor melhora.
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Nosso estudo sugere que um medicamento direcionado ao receptor de serotonina 5-HT4, já utilizado para constipação crônica, pode melhorar o funcionamento cognitivo em pessoas com histórico de depressão”, afirmou Angharad.
Reaproveitamento de Medicamentos
A pesquisa também ressalta o potencial de reaproveitamento de medicamentos existentes para tratar sintomas da depressão. A professora Susannah Murphy, da Universidade de Oxford e autora principal do estudo, comentou: “Para muitas pessoas, a recuperação é incompleta porque as dificuldades de memória e concentração persistem.
Este estudo fornece evidências iniciais de que os agonistas do receptor 5-HT4 podem ajudar a restaurar aspectos da função cognitiva, abrindo uma nova e promissora direção para o desenvolvimento de tratamentos”.
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A equipe de pesquisa continua a investigar formas de abordar problemas cognitivos, que são comuns em pessoas com transtornos depressivos maiores e podem impactar a memória de curto e longo prazo, além da atenção e do foco.
Autor(a):
Lara Campos
Com formação em Jornalismo e especialização em Saúde Pública, Lara Campos é a voz por trás de matérias que descomplicam temas médicos e promovem o bem-estar. Ela colabora com especialistas para garantir informações confiáveis e práticas para os leitores.



