Eleições 2026: crianças podem acompanhar os pais na cabine de votação? Veja as regras do TSE

No próximo domingo, 4 de outubro, o primeiro turno das eleições 2026 começa em todo o Brasil, e milhões de eleitores vão às urnas para escolher seus candidatos. Entre as dúvidas que surgem nesse período, uma das mais comuns entre pais e responsáveis é se podem levar os filhos para dentro da cabine de votação.
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
A resposta, segundo o TSE (Tribunal Superior Eleitoral), é sim, mas com ressalvas importantes.
De acordo com a corte eleitoral, não há nenhuma regra que impeça a presença de crianças na hora do voto. O problema, no entanto, começa se o pequeno interferir no processo. Se a criança atrapalhar ou tentar participar da escolha, cabe ao mesário da seção eleitoral orientar os adultos e, se necessário, restringir o acesso à cabine.
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Cuidado com o sigilo do voto
Outro ponto que merece atenção dos pais é o risco de a criança, mesmo sem querer, revelar os candidatos escolhidos pelo adulto. Uma palavra solta ou um gesto pode quebrar o sigilo do voto, que é um direito protegido por lei. A legislação eleitoral prevê punições para quem viola essa regra, e a situação pode gerar constrangimento na fila ou até mesmo questionamentos por parte dos mesários.
As orientações do TSE valem tanto para o primeiro turno, neste domingo (4), quanto para o segundo turno, marcado para o dia 25 de outubro. Em ambos os dias, a recomendação é que os responsáveis fiquem atentos ao comportamento das crianças para evitar qualquer tipo de incidente.
Prioridade na fila e ordem de votação
Para quem vai acompanhado de crianças de colo, há um benefício extra: o direito ao atendimento prioritário na fila de votação. A medida busca facilitar a vida dos pais e evitar que fiquem muito tempo em pé com os pequenos no colo.
Neste ano, o eleitor também precisa ficar atento a uma mudança importante. Cada pessoa poderá votar em dois candidatos diferentes ao Senado. Isso acontece porque 54 das 81 cadeiras da Casa, o equivalente a dois terços, estão em disputa. A urna eletrônica vai seguir uma sequência fixa para apresentar os cargos: primeiro deputado federal (quatro dígitos), depois deputado estadual ou distrital (cinco dígitos), em seguida senador (primeira e segunda vagas, ambas com três dígitos), governador (dois dígitos) e, por fim, presidente da República (também dois dígitos.
Leia também
A ordem é a mesma em todo o país, e o eleitor deve digitar os números na tela da urna conforme cada cargo aparece. Quem não lembrar o número do candidato pode consultar a colinha de papel, que é permitida, desde que não seja usada dentro da cabine para influenciar outras pessoas.
Autor(a):
Ricardo Tavares
Fluente em quatro idiomas e com experiência em coberturas internacionais, Ricardo Tavares explora o impacto global dos principais acontecimentos. Ele já reportou diretamente de zonas de conflito e acompanha as relações diplomáticas de perto.



