Durigan diz esperar que o Senado aprove o fim da escala 6×1 até o recesso de julho

O ministro da Fazenda disse ao SBT News que trabalhadores na 6×1 ganham menos e são, em maior proporção, mulheres e negros.

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Foto: Reprodução

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, expressou otimismo em relação à aprovação do fim da escala de trabalho 6×1 pelo Senado até o recesso parlamentar de julho de 2026. Em entrevista ao SBT News, Durigan detalhou que o governo tem trabalhado ativamente com os congressistas, buscando avançar na tramitação da proposta ainda no primeiro semestre do ano.

Ele acredita que a medida se alinha com as transformações observadas no mercado brasileiro e pode contribuir para diminuir desigualdades salariais entre os trabalhadores.

Jornadas de trabalho e desigualdade salarial

Durigan ressaltou que a maioria dos trabalhadores brasileiros já opera em modelos de trabalho distintos da escala 6×1, especialmente profissionais qualificados e com salários mais elevados. Ele observou que os trabalhadores que ainda seguem essa escala tendem a ter salários menores e, proporcionalmente, uma maior representação de mulheres e negros. “O nosso tempo pede isso”, declarou, defendendo a adoção de jornadas com mais dias de descanso.

Discussões internacionais e adaptação das empresas

O ministro mencionou que o debate sobre a questão está sendo influenciado por discussões internacionais, como a análise de modelos de 4 dias de trabalho por semana em países europeus. Ele acredita que ganhos de eficiência e produtividade podem auxiliar as empresas a se adaptarem às novas regras, que exigem equilíbrio e reconhecimento de que a transição não será simples para todos os setores da economia.

Desenrola: programa para consumidores com dificuldades financeiras

Durante a entrevista, Durigan também abordou o programa Desenrola, que está sendo finalizado com foco em consumidores que mantêm seus pagamentos em dia, mas enfrentam juros elevados. Ele esclareceu que a iniciativa não tem o objetivo de beneficiar inadimplentes nem incentivar a inadimplência, mas sim auxiliar consumidores que correm o risco de interromper pagamentos devido ao custo do crédito.

O ministro enfatizou que o governo está em diálogo com instituições financeiras para definir os detalhes da política, com o anúncio previsto em breve após a conclusão das negociações internas e do diálogo com o setor bancário. A intenção é criar mecanismos que permitam aos consumidores honrar seus compromissos financeiros, evitando que dificuldades momentâneas levem ao atraso no pagamento das dívidas.

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