Donald Trump questiona acordo com Irã após ataques a bases americanas
Donald Trump reabre divergências com Irã após ataques a bases americanas, intensificando crise global.
A escalada das tensões no Oriente Médio voltou a chamar atenção após declarações do presidente Donald Trump nesta quarta – feira sobre um suposto cessar – fogo com Irã.
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Trump colocou sob questionamento acordo anterior depois que ataques foram realizados contra bases costeiras americanas, bem como instalações não militares nas áreas litorâneas de Mahshahr e da província de Hormozgan.
Tensão militar aumenta em resposta aos EUA
O rompimento desse clima pacífico foi acompanhado por uma reação imediata. O governo iraniano denunciou o aumento dos atritos entre os dois países enquanto o Corpo da Guarda da Revolução Islâmica anunciou a realização de operações direcionadas a alvos considerados militares estadunidenses na Ásia Ocidental.
“É difícil obter uma resolução para esse conflito porque se trata de dois países com posicionamentos muito diferentes”, explica ainda Marson. Ela aponta os Estados Unidos como parte desse dilema ao afirmar que o país não aceita negociar sob condições de igualdade entre as partes envolvidas na disputa por estabilidade
A analista também fez questão de lembrar sobre a situação Líbano, destacando que um dos principais pontos acordados era interromper ataques do governo israelense contra aquela região — justificativa usada até agora seria acabar com o Hezbollah—, mas essa interrupção tem sido constantemente desrespeitada.
Tentativas e limites da manipulação econômica
A analista internacional Ana Carolina Marson, professora da Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo (FESPSP), avalia que essa retomada das agressões era um desenrolar previsível diante do estado frágil negociações diplomáticas em curso no cenário regional. O impasse geopolítico
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Marson observou ainda que esse novo rompimento contribui para uma retomada geral no nível de escalação. Ela explica como havia crescido em entusiasmo nos mercados internacionais quando se acreditava estar tudo encaminhado para cessar os confrontos na área litorânea mencionada anteriormente.”
“Trump usa justamente um processo, a dolarização do petróleo, também visando manipular toda a economia global”, avalia Marson sobre as intenções políticas por trás dos conflitos regionais atuais.
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Por outro lado, ela aponta o crescente poder disputado pela China contra Estados Unidos nesse mercado internacional e alerta: mesmo com declarações americanas dizendo que não serão impactados pelo aumento da cotação devido ao fornecimento venezuelano de óleo, esse valor eleva custos em todo mundo. Os EUA fazem parte dessa cadeia produtiva mundial e sentirão os impactos no preço final ou na produção internaA guerra como ferramenta política
“Embora haja um desejo claro do Trump de controlar a economia global através desses eventos”, conclui Ana Carolina Marson sua análise sobre as tensões geopolíticas atuais.
No entanto, ela ressalta o limite desse poder: “Com este conflito aberto com Irã fica mais difícil para essa manipulação funcionar”. A analista resume que, apesar dos esforços por controle econômico internacional, “a guerra em relação ao Irã não é uma ferramenta”.