Irã confirma ataques a bases americanas na Ásia Ocidental

Irã intensifica ataques a alvos americanos na Ásia Ocidental após escalada regional com Washington.

08/07/2026 10:28

4 min

Mohammad Ghalibaf, presidente do Parlamento do Irã
Mohammad Ghalibaf, presidente do Parlamento do Irã

O governo do Irã confirmou que houve ataques contra bases costeiras e instalações não militares nas áreas litorâneas das províncias de Hormozgan e Mahshahr nesta quarta – feira (8). Em resposta a essa escalada regional envolvendo os dois países, o Corpo da Guarda da Revolução Islâmica anunciou uma operação militar direcionada a alvos pertencentes aos Estados Unidos na Ásia Ocidental.

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A tensão global aumentou drasticamente após as trocas de ataque. O presidente dos EUA, Donald Trump, declarou publicamente que qualquer trégua entre Washington e Teerã “acabou” no seguimento do confronto armado feito pelos iranianos contra bases americanas no Golfo Pérsico.

Irã acusa violação internacional em operações militares

O Ministério das Relações Exteriores iraniano classificou o envolvimento militar americano como uma grave transgressão às normas internacionais. Segundo a pasta diplomática, realizar operação nos territórios iranianos configura um desrespeito ao Artigo 2º, quarto parágrafo da Carta da Organização das Nações Unidas (ONU.

Este trecho legal estabelece que todos os membros devem evitar ameaçar ou usar força contra qualquer Estado quanto à sua integridade territorial e dependência política; além disso, proíbe ações incompatíveis com propósitos globais do organismo.

Acordo de Paquistão também é considerado violado. A nota oficial iraniana detalhou ainda como “uma violação flagrante” a primeira cláusula contida no memorando de entendimento mediado pelo Paquistão. Este acordo determinava o fim imediato das operações militares em toda região litorânea. O comunicado acrescentou que as atividades dos Estados Unidos nas operacionais marítimas iranianas no Estreito de Ormuz e seu apoio às movimentações bélicas israelenses no Líbano tornaram ineficazes partes consideradas vitais do pacto.

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Retaliatória militar contra bases americanas

Em retaliação aos bombardeios estadunidenses, a Guarda da Revolução Islâmica anunciou uma ofensiva direcionada a 85 pontos ligados à infraestrutura militar americana na Ásia Ocidental. A corporação atingiu instalações em locais como o Porto Salman, situado no Quinto Distrito Naval do Bahrein; além disso, atacou também a Base Aérea Ali Al Salem, localizada no Kuwait.

A operação utilizou mísseis e drones para alvejar os alvos militares dos EUA.

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Durante as ações de combate iranianos relataram que um drone modelo MQ-9 pertencente ao exército americano foi abatido pela força iraniana. Em outra declaração separada sobre este tema, Hossein Mobini, porta – voz da Guarda Revolucionária Islâmica confirmou ter derrubado essa aeronave na região específica conhecida como Khoromoj, dentro da província de Bushehr; o incidente ocorreu após uma incursão aérea americana naquela área do país.

Tensão global e ameaça à soberania

O clima geopolítico se tornou ainda mais volátil com as falas públicas dos líderes mundiais envolvidos no conflito. Donald Trump afirmou que a trégua entre Washington e Teerã “acabou” logo depois das ações iranianos contra bases americanas localizadas no Golfo.

A retórica dura também foi acompanhada por um impacto econômico imediato: os preços globais do petróleo subiram 5% após o pronunciamento feito pelo presidente estadunidense.

Por outro lado, Mohammad Bagher Ghalibaf, líder parlamentar iraniano, reforçou publicamente seu posicionamento de resistência em rede social X (antigo Twitter). Ele acusou formalmente os Estados Unidos de descumprir integralmente o memorando anterior aos dezesseis pontos.

Segundo ele, “a era da intimidação e da extorsão acabou”, concluindo que a situação não levaria nada além de mais conflitos. O governo também alertou todos os países vizinhos à costa sul do Golfo Pérsico sobre sua obrigação legal: impedir qualquer uso de seus territórios ou instalações para ações contra Teerã.

Diante desse cenário crescente, as Forças Armadas iranianas reafirmaram seu direito inalienável em defender tanto a soberania nacional quanto a integridade territorial por meio dos mecanismos citados no Artigo 51º da Carta ONU. O presidente Trump finalizou o ciclo com acusações pessoais ao Irã durante um evento na Turquia (Ancara), chamando – o publicamente de “escória” e afirmando que os líderes iranianos são governados por “malucos”.

Autor(a):

Apaixonada por cinema, música e literatura, Júlia Mendes é formada em Jornalismo pela Universidade Federal de São Paulo. Com uma década de experiência, ela já entrevistou artistas de renome e cobriu grandes festivais internacionais. Quando não está escrevendo, Júlia é vista em mostras de cinema ou explorando novas bandas independentes.

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