Donald Trump ameaça impor tarifa de 100% sobre vinho francês em meio a conflito com o Irã

Trump Retoma Ameaças Tarifárias em Meio a Conflito com o Irã
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a falar sobre tarifas em meio à guerra com o Irã, que já dura meses. Em uma entrevista ao New York Post, publicada na segunda-feira, Trump ameaçou impor um imposto de 100% sobre o vinho francês se o presidente da França, Emmanuel Macron, não desistisse de um imposto digital de 3% sobre serviços.
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O imposto digital é considerado prejudicial para empresas americanas como Amazon, Alphabet, Apple e Meta. “Pedi a ele que não cobrasse das empresas americanas, e se o fizerem, não terei escolha senão cobrar uma”, afirmou Trump. Desde a implementação do imposto em 2019, o presidente tem feito ameaças semelhantes, incluindo uma tarifa de 200% sobre vinhos e champanhe franceses em janeiro, após Macron se recusar a participar do “Board of Peace” de Trump sobre Gaza.
Reações da Casa Branca e Impacto Econômico
A Casa Branca negou qualquer relação entre o acordo com o Irã e as ameaças tarifárias de Trump. O porta-voz Kush Desai declarou à CNN que “não há uma mudança de direção aqui; o presidente está respondendo a uma questão sobre a qual ele claramente já tomou uma posição”.
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Além das tarifas sobre vinhos, Trump também prometeu aumentar as tarifas sobre carros da União Europeia, alegando violação de um acordo firmado no verão passado.
Além disso, o presidente planeja tarifas sobre produtos do Japão, China e Índia devido a preocupações com trabalho forçado. Espera-se que essas tarifas entrem em vigor após o término de um imposto de importação temporário de 10% no próximo mês.
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A economia ainda se recupera das tarifas abrangentes introduzidas por Trump em abril, que paralisaram empresas e congelaram contratações.
Inflação e Mercado de Trabalho
Mais de um ano após a implementação das tarifas, os efeitos sobre o mercado de trabalho começam a se dissipar, com empregadores voltando a contratar. Nos últimos três meses, a economia dos EUA apresentou um desempenho melhor em comparação ao ano passado, quando menos de 10.000 empregos eram adicionados mensalmente.
No entanto, a inflação anual subiu de 2,4% antes da guerra EUA-Israel com o Irã para 4,2% no mês passado, a maior taxa em três anos, segundo o Índice de Preços ao Consumidor.
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Em base mensal, os preços aumentaram 0,5%, com o custo mais elevado da energia representando 60% desse aumento. Economistas observam que a inflação “núcleo”, que exclui os preços de alimentos e energia, registrou 0,2% em base mensal e 2,9% em maio, indicando que os preços mais altos da energia não elevaram significativamente os preços de outros bens e serviços desde o início da guerra.
Economistas do BNP Paribas alertam que os EUA enfrentam um problema de inflação persistente, em parte devido ao conflito no Oriente Médio e à inflação da era pandêmica nos preços dos serviços.
Autor(a):
Lucas Almeida
Lucas Almeida é o alívio cômico do jornal, transformando o cotidiano em crônicas hilárias e cheias de ironia. Com uma vasta experiência em stand-up comedy e redação humorística, ele garante boas risadas em meio às notícias.



