Donald Trump anuncia acordo provisório entre EUA e Irã para encerrar conflito no Oriente Médio

Acordo Provisório entre EUA e Irã para Encerrar Conflito no Oriente Médio
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou na segunda-feira (15) que um acordo preliminar foi assinado entre os EUA e o Irã para encerrar a guerra no Oriente Médio. Os detalhes do acordo ainda não foram divulgados, e ambos os países afirmam que uma trégua permanente ainda precisa ser negociada.
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O acordo provisório estenderá por mais 60 dias o cessar-fogo anunciado em abril, que o Irã tem bloqueado desde o ataque dos EUA e de Israel em fevereiro.
As negociações abordarão questões complexas, como o futuro do programa nuclear iraniano, durante a próxima fase, que ocorrerá dentro do prazo de 60 dias. Questões como o apoio do Irã a grupos armados regionais e o controle de seu programa de mísseis não devem ser discutidas nesta etapa.
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Trump, após chegar à França para a cúpula do G7, informou que o vice-presidente JD Vance participará da cerimônia formal de assinatura em Genebra, na próxima sexta-feira (19).
Impacto no Mercado de Petróleo e Expectativas Econômicas
Os preços do petróleo caíram para o nível mais baixo desde 10 de março, após o bloqueio do Estreito de Ormuz, que interrompeu um quinto do comércio mundial de petróleo. Nesta terça-feira (16), os preços se estabilizaram, com os contratos futuros do petróleo Brent caindo 0,3%, para US$ 82,96 o barril.
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O acordo é considerado um passo significativo para resolver o conflito, que já resultou na morte de pelo menos 7.000 pessoas, principalmente no Irã e no Líbano.
O presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, descreveu o acordo provisório como um “passo importante”, mas ressaltou que um acordo final para uma trégua duradoura “ainda não foi fechado”. Vance declarou à CNN que o memorando assinado era um “documento muito genérico” e que os detalhes seriam divulgados nos próximos dois dias.
Ele também mencionou que o acordo incluiria um “pacote de alívio de sanções muito significativo” para o Irã.
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Requisitos para o Irã e Controle do Estreito de Ormuz
Autoridades americanas afirmam que o Irã precisará atender às exigências dos EUA, como nunca construir uma arma nuclear e cortar o apoio a milícias como o Hezbollah, para obter benefícios econômicos. O Irã, que nega a intenção de desenvolver armas nucleares, concordou em retomar as discussões sobre seu programa de enriquecimento de urânio, interrompidas pela guerra.
Embora o acordo possa aliviar o controle do Irã sobre o Estreito de Ormuz, armadores afirmam que o tráfego só será retomado quando houver segurança. O diretor executivo da Mitsui OSK Lines, Tamura, declarou que os armadores não navegarão pelo estreito até que o acordo entre EUA e Irã seja considerado “substancial”.
Ele acredita que a confiança pode levar semanas para ser restaurada.
Conflitos no Líbano e Reações de Israel
Os confrontos entre Israel e a milícia Hezbollah no Líbano, que já deslocaram 1,2 milhão de pessoas, continuam a ser um ponto de tensão. O Irã afirmou que o acordo exige a cessação total das hostilidades na região, mas o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, declarou que Israel manterá suas forças no sul do Líbano e o direito de responder a ataques do Hezbollah.
Netanyahu afirmou que se manteve firme nas negociações, apesar da pressão iraniana para se retirar. Um funcionário americano informou que a retirada israelense do Líbano não era uma condição do acordo. O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araqchi, exigiu que os ataques israelenses cessem imediatamente.
Autor(a):
Ana Carolina Braga
Ana Carolina é engenheira de software e jornalista especializada em tecnologia. Ela traduz conceitos complexos em conteúdos acessíveis e instigantes. Ana também cobre tendências em startups, inteligência artificial e segurança cibernética, unindo seu amor pela escrita e pelo mundo digital.



