Dolly Parton morre aos 80 anos após breve luta contra o câncer
Dolly Parton morreu nesta terça-feira (25), aos 80 anos, em Nashville, nos Estados Unidos, após uma breve luta contra o câncer. A notícia foi confirmada por representantes da cantora e divulgada à revista People e ao Page Six.
Segundo comunicado oficial divulgado pela equipe de Dolly Parton, ela enfrentou uma “breve batalha” com a doença no Vanderbilt – Ingram Cancer Center, onde passou seus últimos momentos cercada pelos familiares mais próximos.
A saúde na reta final: diagnóstico tardio
Embora as informações sobre seu estado clínico apontassem inicialmente para problemas renais ou questões autoimunes durante sua internação — que ocorreu na sexta-feira, 21 —, só após falecer o câncer veio a ser confirmado como causa. A cantora não havia mencionado qualquer problema oncológico em suas últimas aparições públicas antes da hospitalização.
Em entrevista à People no dia da internação, ela disse estar lidando com problemas de saúde aos quais “simplesmente não prestei atenção enquanto cuidava do Carl”, referindo-se ao marido, Carl Dean, morto em março de 2025.
O legado que transcendeu Nashville
Nascida em 19 de janeiro de 1946, em Locust Ridge, no Tennessee, Dolly construiu uma carreira monumental. Sua jornada a levou para fora da pobreza nos Montes Apalaches até se tornar um ícone global na cultura popular americana — atuando como cantora, compositora, atriz empresária e filantropa.
A infância foi fonte inspiração direta para algumas das canções mais conhecidas do repertório dela; por exemplo, “Coat of Many Colors”, lançada lá em 1971, bebeu dessa memória pessoal dos apalaches tennesseanos onde cresceu.
Da estreia no Grand Ole Opry aos sucessos mundiais
Parton começou sua trajetória profissional muito cedo. Aos dez anos, já se apresentava na TV em Knoxville; ainda adolescente, estreou no Grand Ole Opry e, em 1964, mudou-se para Nashville.
Sua genialidade lírica é evidente desde os primeiros trabalhos; “Jolene”, um clássico atemporal da música country lançada originalmente lá por Parton em 1973, consolidou seu nome no gênero musical americano. Outro marco foi “I Will Always Love You”, canção escrita pela artista também em 1973 durante sua decisão de encerrar parceria profissional com Porter Wagoner.
Embora tenha ganhado projeção mundial quase duas décadas depois — quando Whitney Houston a gravou —, o impacto inicial já era gigantesco na época do lançamento.
Carreira multifacetada e empreendedorismo
Além de sucessos como “Love Is Like a Butterfly”, que chegou ao topo da parada country em 1974, ela atuou em filmes como “The Best Little Whorehouse in Texas” e “Steel Magnolias” e compôs a canção-tema de “9 to 5”, filme de 1980.
O empreendedorismo foi outro pilar do seu legado. Em 1986, ela se tornou coproprietária do parque temático que passou a ser conhecido por Dollywood, em Tennessee. Além disso, consolidou sua carreira artística criando própria gravadora musical: Dolly Records, no ano de 2007.
Atualização em 29/10/2026: o texto foi corrigido.
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