Dólar sobe 0,2% após ataque dos EUA ao Irã

Executivo de Donald Trump promoveu ataque a instalações atômicas do país; dólar americano iniciou o dia cotado a R$ 5,537.

adam-nir-wTO6MWpMrJk-unsplash-1-848×477-1

O dólar comercial iniciou a segunda-feira (23.jun.2025) em alta diária de 0,20%, sendo negociado a R$ 5,537 por volta das 9h. Esse resultado ocorreu após os Estados Unidos terem realizado um ataque ao Irã no fim de semana.

Após os primeiros momentos da abertura, a moeda norte-americana apresentava alta de 0,28% por volta das 9h10, sendo negociada a R$ 5,541.

Outros ativos também foram afetados pelo desenvolvimento do conflito. O preço futuro (setembro de 2025) do barril de petróleo do tipo Brent atingiu US$ 76,01 às 09h15. Representa um aumento de 0,70%.

Pelo menos seis bombardeiros B-2 dos Estados Unidos atacaram as instalações nucleares do Irã no sábado (21.jun). Após a ação militar, o presidente Donald Trump (republicano) publicou uma mensagem que dizia: “Fordow já era”.

A Fordow é uma instalação nuclear construída no início dos anos 2000 em um local subterrâneo dentro do Irã. A geografia local oferece proteção, sobretudo contra ataques aéreos. Israel não possui os recursos necessários para desativar essa instalação.

O Parlamento do Irã aprovou, neste domingo (22.jun.2025), o fechamento do Estreito de Ormuz, região marítima entre o Golfo de Omã e o Golfo Pérsico que é via de transporte de 20% a 30% de todo o petróleo global. A área também é importante para o tráfego de GNL (gás natural liquefeito) do Qatar e dos Emirados Árabes.

A recomendação do Legislativo iraniano foi tomada após o bombardeio ordenado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump (republicano), às instalações nucleares do país persa. Antes de ser implementada, a medida deve passar pelo aval do líder supremo do país, aiatolá Ali Khamenei. Se avançar, a ação tem potencial de afetar de imediato toda a logística energética do planeta.

Leia também

O direito de passagem por Águas Internacionais é protegido por acordos da ONU, através da Unclos (Convenção das Nações Unidas sobre o Direito do Mar). Contudo, o Irã pretende fechar a região unilateralmente em resposta aos ataques dos EUA.

Além do petróleo bruto, produtos como derivados da commodity e outras mercadoridades transitam pelo canal.

Uma possível interrupção do tráfego terá um efeito em cascata com a capacidade de influenciar a inflação mundial. A decisão do Irã pode, de forma indireta, aumentar os custos logísticos e do transporte marítimo devido ao aumento das apólices de seguro. Especialistas apontam para uma pressão nos preços de alimentos e transporte.

Fonte por: Poder 360