Dólar registra leve alta após atraso nas negociações da B3 nesta sexta-feira
O dólar apresentou leve alta nesta sexta-feira (31), em meio a um atraso nas negociações da B3, que gerou preocupações sobre o impacto nos juros e na economia brasileira. Às 10h 21, a moeda norte-americana estava cotada a R$ 5,068 na venda, com alta de 0,12%.
O contrato de dólar futuro para agosto mantinha estabilidade aos R$ 5,066, enquanto o vencimento para setembro registrava uma leve alta de 0,02%, alcançando R$ 5,102. O mercado começou a operar após as 9h 30, com o dólar para setembro sendo o primeiro a iniciar os negócios.
Atraso nas negociações da B3
O início das operações foi comprometido por problemas técnicos na B3, o que deixou os operadores sem referências de preços no mercado futuro. Um operador ouvido pela Reuters destacou que “sem as cotações do mercado futuro de dólar da B3, as mesas de operação não tinham referência de preços e ninguém faz nada”.
Essa situação se agravou em um dia em que tradicionalmente os agentes buscam definir a taxa Ptax.
A Ptax, calculada pelo Banco Central com base nas cotações do mercado à vista, é crucial para a liquidação dos contratos futuros. No fechamento de cada mês, os agentes financeiros tentam direcionar essa taxa para níveis que sejam mais favoráveis às suas posições — seja comprando ou vendendo dólares.
Além do impacto no dólar, os problemas na B3 também afetaram o mercado de DIs (Depósitos Interfinanceiros), que permanecia fechado até o momento da reportagem.
Cenário internacional e desempenho do dólar
No cenário externo, o dólar mostrava ganhos em relação a outras divisas emergentes como a lira turca, o rand sul-africano e o peso chileno. Apesar disso, as variações eram modestas. Às 10h 20, o índice do dólar — que mede seu desempenho frente a uma cesta de seis moedas fortes — subia 0,26%, alcançando 100,330.
A leve alta do dólar reflete não apenas as dificuldades enfrentadas na B3 nesta manhã mas também um movimento global onde a moeda americana se fortalece diante de outras divisas emergentes.
Atualização em 28/10/2026: o texto foi corrigido com base na fonte original.
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Redação Economia
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