Dívida bruta do Brasil sobe para 79,2% do PIB em fevereiro de 2026

A dívida bruta do governo geral chega a 79,2% do PIB, ou R$ 10,2 trilhões, em fevereiro, segundo o Banco Central

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Foto: Reprodução
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Dívida bruta do Brasil atinge 79,2% do PIB em fevereiro de 2026

A dívida bruta do Brasil apresentou um aumento significativo em fevereiro de 2026, alcançando 79,2% do Produto Interno Bruto (PIB). O valor total da dívida, que corresponde a R$ 10,2 trilhões, foi divulgado nesta terça-feira (31) pelo Banco Central, no relatório “Estatísticas Fiscais”.

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A Dívida Bruta do Governo Geral (DBGG) engloba o governo federal, o INSS e os governos estaduais e municipais, refletindo o endividamento de todos os níveis do poder executivo.

O relatório detalha os fatores que contribuíram para essa elevação. O aumento de 0,5 ponto percentual na relação dívida-PIB em fevereiro, em comparação com janeiro, foi impulsionado por diversos elementos, incluindo o efeito dos juros nominais apropriados, a emissão líquida de dívida, a valorização cambial e a variação do PIB nominal.

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Análise dos fatores que impactaram a dívida em fevereiro

O Banco Central identificou quatro fatores principais que influenciaram o aumento da dívida em fevereiro. O efeito dos juros nominais apropriados representou um acréscimo de 0,7 ponto percentual, refletindo os custos de financiamento do governo. A emissão líquida de dívida, com um impacto de 0,1 ponto percentual, também contribuiu para o aumento.

A valorização cambial, com efeito negativo de -0,1 ponto percentual, e a variação do PIB nominal, com -0,3 ponto percentual, também tiveram influência no resultado final.

Evolução da dívida desde 2023

Desde o início do atual governo, em janeiro de 2023, a dívida bruta subiu 7,5 pontos percentuais, de 71,7% para 79,2% do PIB.

Gastos com juros e rombo fiscal

O setor público consolidado gastou R$ 84,2 bilhões com o pagamento de juros da dívida em fevereiro, um aumento em relação aos R$ 78,3 bilhões gastos em fevereiro de 2025. Esse crescimento foi motivado pelo aumento do endividamento líquido, da taxa básica de juros (Selic) e do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA).

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No acumulado de 12 meses, os juros nominais somaram R$ 1,037 trilhão, ou 8,07% do PIB, superando os R$ 924 bilhões acumulados até fevereiro de 2025 (7,74% do PIB).

O resultado nominal, que soma o resultado primário e os juros, apresentou um déficit de R$ 100,6 bilhões em fevereiro. Em um período de 12 meses, o rombo fiscal brasileiro atingiu R$ 1,09 trilhão, representando 8,48% do PIB.

Atualização em 30/10/2026: o texto foi corrigido.

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