Deslizamento em aterro sanitário em Conacri, Guiné, deixa 30 mortos após chuvas intensas

O deslizamento em Conacri expõe a vulnerabilidade das comunidades locais e a urgência de medidas para melhorar a infraestrutura e a gestão de resíduos na Guiné.

23/08/2026 17:20

2 min

Equipes de resgate estão no local para retirar vítimas dos escombros de um aterro sanitário após um deslizamento de terra na Guiné
Equipes de resgate estão no local para retirar vítimas dos escom...

Um deslizamento de terra em um aterro sanitário em Conacri, capital da Guiné, resultou na morte de 30 pessoas, segundo informações do governo divulgadas neste domingo (23). O acidente ocorreu após intensas chuvas que provocaram o colapso de uma grande pilha de lixo, soterrando barracas e moradias precárias nas proximidades.

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Além das mortes, seis pessoas ficaram gravemente feridas e outras 16 apresentaram lesões leves. O deslizamento aconteceu por volta das 2h (horário local) na comuna de Gbessia, conforme comunicado emitido pelas autoridades. As operações de resgate estão em andamento no local do acidente, que testemunhas afirmam ter dimensões suficientes para soterrar até um prédio de apartamentos.

Tragédia pessoal e contexto social

No local da tragédia, Cire Diallo compartilhou sua dor ao relatar a perda de seus cinco filhos. “Perdi todos os meus filhos. Só me resta confiar em Deus”, declarou a mulher à imprensa. Sua história é um retrato da vulnerabilidade enfrentada por muitas famílias na região.

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A Guiné, apesar de possuir as maiores reservas mundiais de bauxita e uma rica jazida inexplorada de minério de ferro em Simandou — onde um grande projeto de mineração foi iniciado em novembro — enfrenta desafios significativos. O país sofre com infraestrutura deficiente e uma pobreza generalizada; 3,7 milhões dos 15,1 milhões de habitantes vivem com menos de 4,20 dólares por dia, conforme apontou um relatório do Banco Mundial publicado em abril.

A situação crítica do aterro sanitário foi reconhecida pela ministra da Administração Territorial da Guiné, Djenab Toure. Em anúncio feito na quinta – feira (20), ela informou que o governo decidiu fechar o aterro devido ao risco que representava, especialmente durante a atual estação chuvosa.

A ministra também afirmou que os resíduos seriam transferidos para fora da capital.

Desafios futuros e medidas preventivas

O fechamento do aterro sanitário é uma medida necessária diante dos riscos crescentes associados às chuvas intensas na região. No entanto, a implementação efetiva dessa decisão será fundamental para evitar novas tragédias como a vivida recentemente.

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As operações de resgate continuam enquanto o governo se mobiliza para oferecer apoio às famílias afetadas pelo deslizamento. A situação destaca não apenas a fragilidade das condições habitacionais em áreas vulneráveis, mas também a urgência de investimentos em infraestrutura e medidas preventivas adequadas para proteger a população local.

Autor(a):

Lucas Almeida é o alívio cômico do jornal, transformando o cotidiano em crônicas hilárias e cheias de ironia. Com uma vasta experiência em stand-up comedy e redação humorística, ele garante boas risadas em meio às notícias.

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