Democratas vencem todos os cargos executivos no Texas pela primeira vez desde 1982; De Leon comemora

Poucas horas depois da derrota histórica dos republicanos no Texas, o bilionário Fernando De Leon comemorava o resultado. Ao falar com a Forbes, ele classificou a eleição como “uma rejeição incontestável ao preconceito, à divisão e às políticas econômicas equivocadas”.
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Para o empresário, o pleito também foi “uma poderosa reafirmação da decência e da promessa duradoura da democracia americana”.
O Texas foi o principal destaque da votação. Os democratas conquistaram todos os cargos executivos estaduais em disputa, algo que não acontecia desde 1982, e a derrota republicana apagou os ganhos que o partido tivera entre os eleitores latinos em 2024.
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Democratas quebram jejum de décadas no Texas
James Talarico tornou-se o primeiro democrata a conquistar uma cadeira no Senado pelo estado em quase quatro décadas. Gina Hinojosa também fez história ao vencer a eleição para governadora, a primeira democrata a chegar ao cargo no mesmo período.
O peso do voto latino chama atenção. Segundo a Associated Press (AP), cerca de metade dos eleitores hispânicos do Texas apoiou Donald Trump há dois anos, enquanto aproximadamente 70% votaram em Talarico desta vez.
Hinojosa será a primeira governadora latina da história do estado quando assumir o cargo, em janeiro.
Primos de segundo grau e uma relação distante
De Leon tem um motivo pessoal para torcer por Hinojosa. As mães dos dois são primas, o que os torna primos de segundo grau. Ela tem 52 anos e ele, 48, mas ambos estudaram em Brownsville, cidade localizada na fronteira. Segundo ele, os dois não mantêm contato frequente.
“Tenho muitos primos”, afirma De Leon, que tem 54 primos de primeiro grau, “e não consigo manter contato com todos eles”. Ainda assim, ele diz se entusiasmar com o “sangue novo e as novas ideias” que a governadora eleita levará ao estado.
A Forbes entrou em contato com a assessoria de imprensa de Hinojosa, mas ainda não recebeu resposta.
Na quinta-feira (5), durante uma conversa em Dallas, De Leon contou que já percebe mudanças no dia a dia. “Nos últimos dois dias”, disse ele, passou a falar espanhol com pessoas de origem hispânica em restaurantes e outros lugares. “E sabe o que me dizem? ‘Agora podemos falar espanhol novamente'”, relatou. “Existe essa sensação de não precisar mais ter medo de sofrer alguma agressão, ser deportado ou sofrer intimidação.”
Construção civil sente os efeitos da fiscalização imigratória
A fiscalização imigratória atingiu duramente o setor da construção civil, especialmente no Texas. As operações e deportações contribuíram para a escassez de mão de obra, e os cronogramas de construção de residências no sul do estado registram atrasos de vários meses.
Um relatório de outubro da Associated General Contractors of America constatou que o custo de materiais essenciais, como alumínio e aço, subiu mais de 25% em relação ao ano anterior. Somados aos efeitos das tarifas e às interrupções provocadas pela guerra sobre os preços de materiais e combustíveis, esses fatores causaram graves prejuízos.
De Leon estima que a produção de seus negócios imobiliários caiu entre 30% e 40%, com redução semelhante na lucratividade. Segundo ele, um ou dois canteiros de obras no Arizona foram alvo de operações de fiscalização, embora não acredite que algum empreendimento no Texas tenha sido afetado.
Para o empresário, o impacto foi além das obras. “O governo simplesmente perdeu completamente o controle e começou a enviar pessoas usando máscaras que cobrem o rosto para comunidades no sul do Texas, aterrorizando a população”, afirmou. Ele disse que as operações também atingiram amigos e familiares, e que o clima de medo alcança até cidadãos americanos e residentes legais. “Politicamente, os republicanos pagarão durante gerações por terem perseguido nosso povo, especialmente no Texas”, declarou.
Editoria:
Redação Internacional
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