Com maioria nas duas Casas, democratas podem abrir novo impeachment de Trump, mas não afastá-lo

Para condenar Trump e tirá-lo do cargo, a oposição precisaria de dois terços do Senado, o que exige votos de republicanos.

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Presidente dos EUA, Donald Trump | Foto: Reprodução/CNN Brasil

Os democratas conquistaram a maioria no Senado e na Câmara dos Deputados, o que abre caminho para que a oposição avance com um eventual terceiro processo de impeachment contra Donald Trump. Controlar as duas Casas, porém, não significa que o presidente será afastado do cargo.

Como funciona o impeachment nos Estados Unidos

No sistema americano, o impeachment acontece em duas etapas. Primeiro, a Câmara dos Deputados vota as acusações contra o presidente, e basta a maioria simples para aprová-las. Depois, cabe ao Senado conduzir o julgamento.

Para condenar o presidente e tirá-lo do cargo, é preciso reunir dois terços dos senadores presentes. Trump já enfrentou dois processos de impeachment durante o primeiro mandato, e o Senado o absolveu nas duas ocasiões.

Por que a maioria no Senado pesa tanto

Com o controle das duas Casas, os democratas podem aprovar um eventual impeachment na Câmara e ampliar as investigações sobre o governo. No Senado, porém, a maioria simples não é suficiente para condenar o presidente.

Por isso, a oposição precisaria conquistar apoio de parlamentares republicanos para alcançar os dois terços exigidos. Em janeiro deste ano, Trump demonstrou preocupação com essa possibilidade durante um evento com republicanos do Congresso. “Temos que ganhar as Midterms, porque, se não ganharmos, eles vão encontrar um jeito de fazer um impeachment. Eu vou sofrer um impeachment”, afirmou.

Especialista vê as duas Casas como peças-chave

Hans Noel, professor da Universidade de Georgetown, em Washington, avalia que o controle do Congresso é essencial para que os democratas responsabilizem integrantes do governo. Na visão dele, se a oposição quiser punir o governo Trump por ações que considera equivocadas, um impeachment pode atingir o próprio presidente ou outros membros da gestão.

Noel ressalta que esse caminho exige maioria na Câmara e a supermaioria do Senado. “Para isso, é preciso ter a maioria na Câmara e a supermaioria do Senado, então as duas Casas importam”, afirmou.

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O que mais muda com o controle do Congresso

Além de um eventual processo de impeachment, o controle do Congresso dá aos democratas outras ferramentas. Eles poderão dificultar a aprovação de projetos da agenda presidencial, fiscalizar a administração e analisar as indicações de Trump para cargos federais.

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