Delação de Daniel Vorcaro chega à PGR e à PF
Delação premiada de ex-banqueiro chega à PGR e à PF
A defesa de Daniel Vorcaro, fundador do Banco Master, entregou na terça-feira, 5 de maio de 2026, à Procuradoria-Geral da República (PGR) e à Polícia Federal (PF) um pen drive contendo os anexos da delação premiada do ex-banqueiro. O material inclui os principais pontos que Vorcaro pretende abordar no acordo de colaboração.
A entrega ocorre no âmbito da operação que investiga suspeitas envolvendo o Banco Master.
Análise e decisão do STF
Após a análise das instituições, caberá ao ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), decidir se homologa a delação. Mendonça assumiu o caso Master em fevereiro de 2026, substituindo o ministro Dias Toffoli. A vaga deixada pelo ministro Luís Roberto Barroso, que se aposentou em outubro de 2025, permanece aberta para nova designação.
Processo da delação premiada
A delação premiada é um acordo em que o investigado se compromete a fornecer informações relevantes para as apurações, em troca de benefícios legais. No entanto, a finalização dos anexos não garante o fechamento do acordo, pois o material ainda precisa ser avaliado pelas autoridades.
Vorcaro assinou um termo de confidencialidade com a PGR e a PF, etapa inicial na negociação da delação.
Investigação em andamento
Vorcaro foi preso em novembro de 2025 no Aeroporto Internacional de Guarulhos, quando tentava embarcar em um jatinho particular. Ele foi solto dias depois, com tornozeleira eletrônica, e voltou a ser preso preventivamente em 4 de março de 2026, por decisão do ministro Mendonça, no âmbito da mesma investigação. A defesa do ex-banqueiro deve responder a questionamentos da PF e da PGR, apresentando elementos que confirmem sua versão dos fatos.
A decisão final sobre a homologação do acordo caberá ao ministro Mendonça, que avaliará a utilidade da colaboração e poderá solicitar ajustes ou rejeitar o acordo.
Como funciona a delação premiada
A negociação da delação premiada envolve diversas etapas antes da homologação pelo STF. Inicialmente, o investigado apresenta relatos preliminares e documentos relevantes para a investigação. Em seguida, defesa, PGR e PF assinam um termo de confidencialidade para proteger o conteúdo.
Procuradores e investigadores analisam o material, podendo solicitar esclarecimentos adicionais e novas provas.
Com a análise concluída, a PGR decidirá se considera a colaboração útil e, se for o caso, solicitará ao STF a homologação do acordo. A palavra final sobre o caso Master, e sobre a delação de Vorcaro, estará com o ministro André Mendonça, relator do caso no Supremo.
Atualização em 30/10/2026: o texto foi corrigido.
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