Datafolha: 79% dos brasileiros rejeitam ministros do STF julgando casos de clientes de parentes

Pesquisa Datafolha mostra rejeição a ministros do STF julgarem clientes de familiares, serem sócios de empresas ou receberem por palestras.

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Sessão Plenária do Supremo Tribunal Federal (ST) com a presença dos ministros Gilmar Mendes, Dias Toffoli, Flávio Dino, Alexandre de Moraes, Edson Fachin e o Procurador-Geral da República Paulo Gonet Branco. | Sérgio Lima?Pode360 - 04.mar.2026 | Foto: Reprodução
Sessão Plenária do Supremo Tribunal Federal (ST) com a presença ...
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Uma pesquisa recente do Datafolha, divulgada na quarta-feira, 11 de março de 2026, revelou que a maioria dos brasileiros expressa preocupação com a possibilidade de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) julgarem casos envolvendo clientes de seus familiares, mesmo sem a defesa ser conduzida por esses parentes.

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Os resultados indicaram que 79% dos entrevistados consideraram essa situação inaceitável. Um percentual de 16% viu a prática como aceitável, enquanto 3% não souberam responder e 1% declararam não concordar com a situação.

Conduta de magistrados e questões de conflito de interesses

Além da questão específica dos julgamentos familiares, a pesquisa também apontou desaprovação em relação a outras condutas de juízes do tribunal. 78% dos brasileiros se opõem à permissão para que ministros do STF sejam sócios de empresas durante o exercício de suas funções. Adicionalmente, 76% rejeitam que os ministros possam receber pagamentos por palestras e conferências organizadas por empresas ou instituições privadas. A pesquisa também revelou que 66% dos entrevistados acreditam que os magistrados não deveriam aceitar convites de interessados em ações judiciais que tramitam no tribunal, e 55% discordam da liberdade dos ministros para darem entrevistas e expressarem opiniões sobre temas em andamento, fora do contexto formal do processo.

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Metodologia e debates éticos

O levantamento da Datafolha ocorreu entre 3 e 5 de março de 2026, abrangendo 2.004 pessoas com 16 anos ou mais, em 137 municípios espalhados pelo Brasil. A margem de erro da amostra é de 2 pontos percentuais, com um nível de confiança de 95%. O estudo foi registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR – 03715/2026. O escândalo envolvendo o banco de Daniel Vorcaro reacendeu debates sobre conflitos de interesse na Corte, presidida pelo ministro Edson Fachin. Casos recentes envolvendo ministros como Alexandre de Moraes e Dias Toffoli têm gerado questionamentos éticos, especialmente em relação a possíveis vínculos com empresas e a utilização de recursos familiares.

Investigações e vínculos familiares

O contrato do escritório de Viviane Barci, esposa do ministro Alexandre de Moraes, com o Banco Master também contribui para o clima de incerteza. O ministro Dias Toffoli, por sua vez, renunciou à relatoria do inquérito sobre o caso após a Polícia Federal identificar que fundos ligados ao Master haviam adquirido participação em uma empresa de sua família em um resort de luxo.

Esses eventos recentes intensificam o debate sobre a necessidade de regulamentação e transparência no funcionamento do STF.

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