Dario Durigan anuncia mecanismos que devem impactar R 10 bilhões para controlar gastos obrigatórios

Dario Durigan destaca que as novas medidas fiscais visam garantir um controle mais rigoroso dos gastos obrigatórios a partir de 2027.

Ministro da Fazenda, Dario Durigan

No dia 17 de outubro de 2026, o ministro da Fazenda, Dario Durigan, anunciou em São Paulo que já estabeleceu mecanismos na legislação nacional que devem impactar em cerca de R 10 bilhões para controlar os gastos obrigatórios. Durante uma conferência promovida pelo banco Santander, ele destacou a importância das “travas importantíssimas” que o governo implantará a partir de 2027 para garantir o controle fiscal.

Durigan enfatizou a necessidade de conter o crescimento dos gastos obrigatórios. “Semana passada embutimos na legislação nacional duas travas importantíssimas”, declarou ao mercado, ressaltando que o caminho para alcançar esse objetivo está “muito bem pavimentado”.

Além disso, ele mencionou que a taxa de juros, atualmente fixada em 14% ao ano, representa um dos principais desafios enfrentados pelo país; no entanto, ele acredita que o controle fiscal é algo que está sob a responsabilidade do Estado.

Impactos do cenário geopolítico

O ministro também abordou as consequências do cenário geopolítico atual. A guerra entre Estados Unidos e Irã no Oriente Médio tem exercido pressão sobre o fornecimento de petróleo globalmente, levando o Ministério da Fazenda a desenvolver subsídios para amenizar os impactos nos preços dos combustíveis no Brasil.

Durigan defende que medidas como a subvenção da gasolina não devem ser vistas como “pautas bomba”.

“Os acordos com os estados foram feitos de dois em dois meses; não apliquei nenhuma pauta bomba. Estamos analisando a guerra para ver quanto podemos retirar e meu objetivo é eliminar os subsídios remanescentes até o fim do ano, buscando cumprir a meta”, afirmou.

O ministro também mencionou um bloqueio orçamentário projetado e uma expectativa de ganho com precatórios em níveis menores no próximo ano.

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Ajustes fiscais e eleições

Em relação à situação fiscal do país, Durigan expressou sua vontade de ter implementado algumas ações mais rapidamente, mas ressaltou que isso nem sempre depende somente do governo. Ele defendeu que qualquer ajuste na trajetória fiscal deve ser feito “sem fazer ruptura” e sem desestabilizar o ambiente social em um ano eleitoral.

Neste ano, marcado pelas eleições presidenciais, estão sendo realizados bloqueios econômicos totalizando R 17,4 bilhões. Juntamente com esses bloqueios, há ajustes na composição dos pisos constitucionais que visam equilibrar as finanças públicas.