Daniel Vorcaro: patrimônio cresce 923 vezes desde 2015, mostram documentos da CPMI do INSS

Documentos enviados à CPMI do INSS mostram que o patrimônio declarado do banqueiro saiu de R$ 2,86 milhões em 2015 para bilhões de reais

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Foto: Reprodução
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Documentos apresentados à Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS revelam um crescimento extraordinário no patrimônio de Daniel Vorcaro, banqueiro já sob investigação pela Polícia Federal. A análise dos dados, divulgados pelo portal G1, aponta para um aumento de quase mil vezes em dez anos.

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Essa escalada financeira ocorreu mesmo durante o período em que o banco enfrentava uma crise e estava sob escrutínio policial, entre 2023 e 2024.

Aumento significativo em poucos anos

Entre 2023 e 2024, o patrimônio de Vorcaro disparou 87%. A declaração de imposto de renda de 2024, referente ao ano de 2023, indicou um valor de pouco mais de R$ 1,4 bilhão. No ano seguinte, a declaração foi atualizada, mostrando um acúmulo de bens que somavam mais de R$ 2,6 bilhões.

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Essa evolução, quando comparada com declarações anteriores, demonstra um aumento de aproximadamente 923 vezes, desde 2015, quando o patrimônio declarado era de cerca de R$ 2,86 milhões.

Composição do patrimônio

O patrimônio de Vorcaro é composto por diversos ativos, incluindo uma fazenda localizada em Nova Lima (MG), adquirida em maio de 2025 por R$ 31 milhões. Além disso, possui apartamentos em bairros nobres de São Paulo e Belo Horizonte, avaliados em R$ 90 milhões.

Uma parte significativa do patrimônio, R$ 1,6 bilhão, era representada por ações em outras empresas. Vorcaro declarou ter R$ 963 mil em contas correntes e R$ 250 mil em dinheiro, além de uma coleção de relógios e obras de arte, estimada em R$ 47.283.322,51.

Operações e investigações em andamento

Uma das operações que contribuiu para o aumento do patrimônio de Vorcaro em 2024 foi a venda da Viking Participações, empresa de operação de aeronaves, para a Reag, também investigada na Operação Compliance Zero. A Reag adquiriu a empresa com um capital social inicial de R$ 100 milhões, elevando-o para mais de R$ 500 milhões.

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A Polícia Federal investiga se a Reag está envolvida em estruturação e administração de fundos com recursos suspeitos, além de inflar resultados e ocultar riscos. A investigação também aponta para possíveis crimes de fraude e lavagem de dinheiro.

A Reag Investimentos também é alvo da Operação Carbono Oculto, que investiga a máfia dos combustíveis e ligações com o Primeiro Comando da Capital (PCC).

Atualização em 30/10/2026: o texto foi corrigido.

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