CSN fecha venda da CSN Cimentos à Huaxin por R$ 12,7 bilhões, incluindo dívidas

A Huaxin pagará cerca de R$ 9,03 bilhões pelas ações e poderá financiar até 70% do valor da empresa para entrar na produção de cimento no Brasil.

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CSN Cimentos | Foto: Reprodução/Exame
CSN Cimentos | Foto: Reprodução/Exame

A Companhia Siderúrgica Nacional (CSNA3) assinou no sábado, 7, o contrato para vender a CSN Cimentos à chinesa Huaxin Building Materials Group. O acordo foi comunicado ao mercado na manhã deste domingo, 8, e prevê valor de empresa de R$ 12,7 bilhões, incluindo a dívida da cimenteira.

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O montante ainda pode ser alterado no fechamento da operação, com ajustes relacionados à dívida líquida e ao capital de giro da CSN Cimentos. A CSN não divulgou quanto receberá pelas ações; a Huaxin informou o valor em comunicado à Bolsa de Xangai.

Huaxin pagará cerca de R$ 9,03 bilhões pelas ações

A chinesa desembolsará cerca de R$ 9,03 bilhões (aproximadamente US$ 1,64 bilhão) por 99,99% da CSN Cimentos. O pagamento também estará sujeito a ajustes quando a venda for concluída.

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O preço oferecido fica cerca de 34% acima do valor contábil da cimenteira em 31 de dezembro de 2025. A compra recebeu aprovação unânime do conselho de administração da Huaxin na sexta-feira, 6.

O conselho também autorizou a empresa a solicitar aos bancos até R$ 8,89 bilhões em financiamento para a aquisição, teto equivalente a 70% do valor da empresa.

A Huaxin já opera no Brasil desde que comprou a pedreira Embu, em 2024. Com a aquisição, a companhia entrará na produção de cimento no país. Segundo a empresa chinesa, a CSN Cimentos é a segunda maior fabricante do Brasil, com sete fábricas com forno, seis moagens e capacidade anual de 17 milhões de toneladas, cerca de 21% do mercado.

Huaxin venceu consórcio da Votorantim e da Cementir

Na etapa final do processo competitivo, iniciado em março, a Huaxin superou o consórcio da Votorantim Cimentos com a italiana Cementir. Até agosto, a parceria brasileiro-italiana era considerada favorita e havia apresentado uma oferta próxima de R$ 11 bilhões.

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As negociações ganharam outro ritmo depois que Fabio Schvartsman assumiu a presidência executiva da CSN, em setembro, segundo o EXAME Insight. Fontes de mercado descreveram como mais pragmática a condução do executivo nas conversas com os interessados.

Há também uma ligação entre as empresas: a suíça Holcim, maior acionista da Huaxin, com cerca de 42% do capital, vendeu à CSN, em 2021, parte das fábricas que agora serão transferidas aos chineses.

Venda depende de aval de órgãos no Brasil e na China

Para concluir a operação, são necessárias três aprovações: do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), anuência prévia da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) e autorizações regulatórias na China. A Huaxin cita registros na Comissão Nacional de Desenvolvimento e Reforma, no Ministério do Comércio e na agência de câmbio.

A CSN não informou quando espera concluir a venda. A siderúrgica afirmou que a operação “constitui uma etapa importante” de sua estratégia para reduzir o endividamento.

No fim do segundo trimestre, a CSN tinha dívida líquida de R$ 42,1 bilhões e alavancagem de 3,5 vezes a relação entre dívida líquida e Ebitda. A CSN Cimentos é o ativo mais valioso do plano de desinvestimentos anunciado em janeiro.

Antes da venda da cimenteira, a companhia fechou um acordo preliminar para negociar a siderúrgica alemã Stahlwerk Thüringen com o grupo espanhol Megasa por 550 milhões de euros. Essa operação, porém, tem efeito limitado sobre a alavancagem.

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