Conselho de Ética aprova suspensão de Pollon, Van Hattem e Zé Trovão por motim na Câmara

A punição de 60 dias ainda precisa ser confirmada pelo plenário, com pelo menos 257 votos.

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Foto: Reprodução

O Conselho de Ética da Câmara dos Deputados aplicou uma medida de suspensão dos mandatos de três deputados: Marcos Pollon (PL-MS), Marcel van Hattem (Novo-RS) e Zé Trovão (PL-SC). A decisão está ligada à ocupação da Mesa da Câmara em agosto de 2025, quando deputados da oposição protestaram para pressionar pela votação da anistia aos condenados pelo 8 de Janeiro, e prevê suspensão de 60 dias.

A aprovação do Conselho de Ética não é definitiva, sendo necessária uma confirmação por votação no plenário da Câmara, exigindo pelo menos 257 votos favoráveis. Os deputados envolvidos ainda possuem a possibilidade de recorrer da decisão à Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) para análise da legalidade do processo.

Contexto do Caso 8 de Janeiro

Em agosto de 2025, uma série de protestos envolvendo deputados e senadores da oposição ocorreram nos plenários do Congresso Nacional. O objetivo era impedir a votação de um projeto de lei de anistia para os envolvidos nos atos do dia 8 de janeiro.

Essa situação levou o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), a solicitar o afastamento de 14 deputados que participaram do que foi classificado como um motim.

Diante desse cenário, o corregedor da Câmara, Diego Coronel (PSD-BA), recomendou ao Conselho de Ética a análise dos processos contra os três deputados que tiveram suas representações consideradas. A recomendação culminou na aprovação da suspensão dos mandatos.

Votação e Defesas dos Deputados

Após quase nove horas de debates, o Conselho de Ética aprovou os pareceres contra os deputados envolvidos. No caso de Marcos Pollon, a votação foi de 13 votos contra 4. Marcel van Hattem e Zé Trovão também tiveram suas suspensões aprovadas por margens de 15 votos contra 4.

Zé Trovão classificou a decisão como uma “perseguição” e declarou sua intenção de retornar à Mesa Diretora da Câmara caso a situação persista. “E digo mais, se for preciso tomar a Mesa novamente, em algum momento da história, para defender quem me elegeu, assim eu o farei”, afirmou.

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Marcos Pollon ressaltou que nunca teria quebrado o decoro durante seu mandato, enfatizando que sempre promoveu debates de alto nível. Ele criticou o que considera ser uma “injustiça” e um “absurdo” no país. “Sempre mantive um debate de alto nível.

Só que a humanidade grita mais alto para quem tem sangue correndo nas veias”, disse.

Marcel van Hattem defendeu que o motim no plenário da Câmara foi uma manifestação pacífica e que o senador Girão e o senador Sergio Moro estiveram presentes, demonstrando solidariedade. “Assim como foi feito no Senado, em que nada aconteceu. Nós vimos lá, sim, bom senso, respeito à democracia, respeito à oposição.

Aqui nós estamos vendo a mais pura e simples perseguição”, destacou.

Atualização em 30/10/2026: o texto foi corrigido.

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