Conmebol se manifesta sobre proposta da Fifa e reafirma: “Futebol em primeiro lugar

A Conmebol se manifestou sobre a proposta de Gianni Infantino de vender parte das ações da Fifa, sendo a última entre as confederações a se pronunciar sobre um assunto que gerou ampla controvérsia. Em comunicado oficial, a entidade sul-americana reafirmou que o futebol está sempre em primeiro lugar, priorizando seus valores, pessoas e a paixão pelo esporte.
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Em resposta à proposta, a Conmebol convocou uma reunião com representantes dos países do continente para discutir a ideia da Fifa e chegar a uma posição unificada. A entidade solicitou informações complementares à Fifa sobre os objetivos e detalhes da venda das ações.
Posicionamento da Conmebol
No comunicado, a Conmebol enfatizou que suas decisões comerciais e financeiras devem estar sempre voltadas para o desenvolvimento do futebol e nunca acima de sua essência. “O futebol vem sempre em primeiro lugar”, destacou a nota.
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A Conmebol iniciou consultas com suas Associações – Membro após tomar conhecimento da proposta relacionada ao projeto FFE (Fifa Forward Enterprise). A entidade convocou uma reunião do seu Conselho para analisar com seriedade essa proposta, solicitando à Fifa esclarecimentos sobre diversos aspectos, como alcance, estrutura e governança do projeto.
A Conmebol também fez um apelo à unidade na família do futebol, ressaltando que o esporte deve ser priorizado acima de qualquer outro interesse.
Reações internacionais
A Confederação de Futebol da América do Norte e Central (Concacaf) já expressou sua rejeição à proposta de venda das ações da Fifa. Por outro lado, a Confederação Asiática de Futebol (AFC) criticou abertamente a ideia. Além disso, as confederações da África (CAF) e Oceania (OFC) também se manifestaram, convocando reuniões para discutir o assunto.
Segundo informações divulgadas pela Fifa, para implementar o FFE, é necessária a aprovação dos membros associados. Essa nova subsidiária teria controle majoritário da entidade e seria responsável por consolidar as operações comerciais das principais competições organizadas pela Fifa.
Detalhes financeiros da proposta
Com o novo investimento, a Fifa projeta que cada federação receberá US$ 20 milhões (R$ 102 milhões) no ciclo 2027-30, contra a cota atual de US$ 8 milhões (R$ 41 milhões), com crescimento gradual esperado nos dois ciclos seguintes. Na prática, essa mudança significaria uma “privatização” dos principais torneios da Fifa, como a Copa do Mundo e o Mundial de Clubes.
Isso poderia resultar em mais times e seleções participando dos torneios, além de um aumento significativo nas receitas geradas.
Embora a proposta tenha atrativos financeiros evidentes, ela levanta preocupações sobre os impactos no futebol como um todo e na essência das competições. O futuro dessa questão ainda está indefinido enquanto as discussões continuam entre as diversas confederações.
Atualização em 28/10/2026: o texto foi corrigido com base na fonte original.
Editoria:
Redação Esportes
A Redação Esportes reúne a cobertura do Clique Fatos sobre futebol brasileiro e internacional, competições e bastidores do esporte. As matérias são produzidas com apoio de inteligência artificial a partir de agências e veículos citados no texto. Encontrou um erro? Escreva para [email protected].



