Conflito no TST: Almir Pazzianotto critica rótulos e defende imagem da Justiça do Trabalho

Almir Pazzianotto critica a recente polêmica no TST, que compromete a imagem do Tribunal. Entenda como a disputa ideológica afeta a Justiça do Trabalho!

05/05/2026 15:16

2 min

Conflito no TST: Almir Pazzianotto critica rótulos e defende imagem da Justiça do Trabalho
(Imagem de reprodução da internet).

Conflito no TST Compromete Imagem do Tribunal, Afirma Almir Pazzianotto

O ex-presidente do TST (Tribunal Superior do Trabalho), Almir Pazzianotto, declarou em entrevista à CNN Brasil que a recente disputa pública sobre a rotulação dos juízes como “vermelhos ou azuis” prejudicou a reputação do Tribunal. Segundo ele, “esse conflito tornado público comprometeu a imagem do Tribunal e, por extensão, da Justiça do Trabalho como um todo.

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E até o Judiciário”.

Pazzianotto enfatizou que um juiz não deve expressar sua opinião ideológica, pois sua função é cumprir a lei. A polêmica ganhou força na última segunda-feira (4), quando um trecho da fala do presidente da Corte, Luiz Philippe Vieira de Mello Filho, sobre juízes “vermelhos e azuis” se tornou viral nas redes sociais.

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Essa expressão é vista como uma divisão entre magistrados mais ou menos ativistas em defesa dos trabalhadores.

Troca de Acusações e Divisões Internas

A discussão acalorada incluiu acusações de falta de ética e tentativas de “destruir” a Justiça do Trabalho. Pazzianotto afirmou que “a Constituição não é vermelha e não é azul, ela é democrática. A Justiça geral é equidistante dessas posições políticas.

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Na medida que adota posição política, gera incerteza de um lado ou de outro”.

A polêmica se intensificou quando Vieira de Mello Filho se manifestou, alegando que sua declaração foi mal interpretada e condenando a rotulação ideológica. Ele ressaltou: “Não precisamos de mais ataques internos” e “sou de um tempo em que discutimos ideias com argumentos, não com cores”.

O ministro Ives Gandra, por sua vez, afirmou que a divisão reflete diferenças reais dentro do Tribunal, entre visões “liberais” e “intervencionistas”.

Reações e Críticas ao Debate

O debate se acirrou com críticas mútuas. Vieira de Mello defendeu que as divergências devem ser discutidas no campo das ideias, afirmando: “Esse Tribunal é plural […] não com rótulos”. Ives Gandra, por sua vez, pediu respeito à sua perspectiva: “Tenho a minha visão, respeito a dos demais.

Agora quero ser respeitado”.

A ministra Maria Cristina Peduzzi encerrou a discussão criticando o tom das interações: “Não vejo nenhuma atitude democrática em um bate-boca como esse […] Todos aqui atuam em nome da justiça”. Após os desentendimentos, os ministros prosseguiram com a pauta de votação do dia.

Autor(a):

Lucas Almeida é o alívio cômico do jornal, transformando o cotidiano em crônicas hilárias e cheias de ironia. Com uma vasta experiência em stand-up comedy e redação humorística, ele garante boas risadas em meio às notícias.

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