Comitê Olímpico Internacional retira combinado nórdico dos Jogos Olímpicos de Inverno de 2030

A Noruega teve uma semana de contrastes no esporte. Enquanto a seleção de futebol celebrou a vitória sobre o Brasil por 2 a 1 nas oitavas de final da Copa do Mundo de 2026, no âmbito olímpico, o cenário foi bem menos festivo. Dois dias após essa conquista, o Comitê Olímpico Internacional (COI) decidiu retirar o combinado nórdico do programa dos Jogos Olímpicos de Inverno de 2030.
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
O anúncio ocorreu na terça – feira, 7.
O COI justificou sua decisão com base no número reduzido de atletas, no baixo interesse do público e na predominância masculina na modalidade. Essa será a primeira vez que o combinado nórdico ficará fora dos Jogos desde a sua criação em Chamonix, em 1924.
Apesar dessa exclusão, a presidente do COI, Kirsty Coventry, deixou em aberto a possibilidade de retorno da modalidade em 2034.
Impacto da Exclusão para a Noruega
A retirada do combinado nórdico representa um golpe significativo para a Noruega, reconhecida como a maior potência histórica desse esporte. Desde os primeiros Jogos Olímpicos de Inverno, o país desempenhou um papel fundamental na formação da tradição da modalidade.
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Nas edições iniciais entre 1924 e 1936, todos os campeões olímpicos individuais foram noruegueses.
Com o passar das décadas, mesmo diante do crescimento de outras potências como Alemanha, Finlândia e Áustria, a Noruega continuou a acumular títulos e medalhas. Atletas como Jørgen Graabak e Jens Lurås Oftebro ajudaram a reafirmar o protagonismo norueguês nas competições recentes, consolidando ainda mais sua identidade nos Jogos de Inverno.
Leia também
Novidades nos Jogos Olímpicos de Inverno de 2030
Enquanto se despede do combinado nórdico, os Jogos Olímpicos de Inverno de 2030 também trarão inovações. A competição que ocorrerá nos Alpes Franceses contará com duas novas modalidades: o freeride, que inclui provas de esqui e snowboard em terrenos naturais, e o synchro 9, que é uma versão da patinação artística sincronizada por equipes.
Além disso, esta edição marcará um momento histórico para o movimento olímpico. Pela primeira vez, os Jogos terão praticamente igualdade entre homens e mulheres no número total de atletas. Com previsão de 3.046 competidores — sendo 1.525 mulheres e 1.521 homens — haverá um total de 126 eventos esportivos.
As provas femininas serão 56, enquanto as masculinas contarão com 55 provas e haverá ainda 15 mistas.
A ampliação da participação feminina nos Jogos foi viabilizada por meio do aumento das cotas em modalidades como luge, esqui, bobsled e hóquei no gelo. Essa mudança está alinhada à iniciativa do COI em promover a igualdade de gênero iniciada nos Jogos Olímpicos de Paris em 2024 e agora estendida aos esportes de inverno.
Autor(a):
Pedro Santana
Ex-jogador de futebol profissional, Pedro Santana trocou os campos pela redação. Hoje, ele escreve análises detalhadas e bastidores de esportes, com um olhar único de quem já viveu o outro lado. Seus textos envolvem os leitores e criam discussões apaixonadas entre fãs.



