Colisão de trens de alta velocidade em Urda, na Espanha, deixa ao menos 68 mortos

Terceiro acidente ferroviário grave na Espanha em 2026 leva Sánchez a decretar luto de três dias e a prometer responsabilizar falhas na segurança.

3 min

Foto: Reprodução/Jovem Pan
Foto: Reprodução/Jovem Pan

Dois trens de alta velocidade colidiram na quarta-feira em Urda, na província de Toledo, na região de Castilla-La Mancha, no centro da Espanha. É o terceiro acidente grave do tipo registrado no país em 2026, e o episódio já soma ao menos 68 mortes.

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O choque aconteceu por volta das 8h54 no horário local (4h54 em Brasília). Somadas, as duas tragédias do ano mataram mais de 100 pessoas. A porta-voz do governo de Castilla-La Mancha, Esther Padilla, informou que o trem da Iryo levava 147 passageiros, incluindo um bebê, e o da Renfe transportava 397 pessoas.

Acidente de janeiro perto de Adamuz deixou 46 mortos

Em janeiro de 2026, dois trens de alta velocidade das mesmas empresas colidiram perto de Adamuz, no sul da Espanha. Naquele caso, 46 pessoas morreram, o que até então era o pior desastre ferroviário do país desde 2013.

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O acidente começou quando um trem da companhia privada Iryo descarrilou em direção a Madri. Ele vinha de Málaga, no sentido norte, quando dois vagões traseiros caíram na via oposta. Segundos depois, um trem da Renfe, a companhia ferroviária nacional, que seguia no sentido sul, bateu nos vagões.

Os dois trens transportavam centenas de pessoas.

Um relatório oficial sobre a causa ainda não foi divulgado. As investigações preliminares, porém, apontam um trilho quebrado como causa provável.

Trem de passageiros bateu em muro perto de Barcelona

Dias depois do caso de janeiro, um trem de passageiros perto de Barcelona colidiu com um muro de contenção. A estrutura desabou, o trem descarrilou e uma pessoa morreu.

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O acidente chocou o país e levantou dúvidas sobre a segurança do sistema ferroviário espanhol, que inclui a segunda maior rede de alta velocidade do mundo.

Sánchez promete responsabilizar falhas e decreta luto de três dias

Em entrevista no local da tragédia, o primeiro-ministro Pedro Sánchez comentou dois dos casos e defendeu a melhoria dos sistemas de segurança da ferrovia. “Não é possível que um país como a Espanha sofra dois acidentes com trens de alta velocidade em um ano”, disse.

Sánchez afirmou que “se houve negligência, ela virá à tona”. “Se houve falhas no sistema de segurança, responderemos com a máxima firmeza”, completou. Segundo ele, a Espanha precisa entender “qual é a origem desta tragédia”.

O primeiro-ministro apresentou condolências às famílias das vítimas e agradeceu aos socorristas. Ele também decretou três dias de luto oficial, como já havia feito após o acidente de janeiro.

Circulação entre Madri e Andaluzia está suspensa

A circulação dos trens de alta velocidade na linha que liga Madri à Andaluzia, no sul do país, foi suspensa. Não há previsão de retorno do serviço.

A Redação Política reúne a cobertura do Clique Fatos sobre governo, Congresso, eleições e Justiça. As matérias são produzidas com apoio de inteligência artificial a partir de agências e veículos citados no texto. Encontrou um erro? Escreva para [email protected].

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