Coligação de Lula aciona TSE contra propaganda de Flávio Bolsonaro no rádio e na TV

A coligação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) protocolou cinco ações no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) contra o senador Flávio Bolsonaro (PL – RJ). A campanha pede a suspensão de peças eleitorais do adversário e o direito de resposta, alegando “grave descontextualização de fatos e desinformação”.
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As ações miram anúncios que, segundo os petistas, distorcem a realidade para prejudicar a candidatura à reeleição.
Uma das peças questionadas exibe o depoimento de uma mulher que relata dificuldade para comprar alimentos no supermercado. Na propaganda, Flávio Bolsonaro atribui o cenário ao governo Lula: “a população está sem conseguir encher o carrinho porque o governo dele é uma vergonha”.
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A campanha do PT rebate a acusação com dados oficiais — e pediu providências ao TSE para que o conteúdo seja retirado do ar.
Governo Lula cita relatório da ONU para rebater propaganda
Para contestar a peça, a coligação de Lula recorre ao relatório SOFI 2026 (Relatório de Segurança Alimentar e Nutricional no Mundo 2026), produzido pela Organização das Nações Unidas (ONU). O documento mostra que o Brasil ficou fora do Mapa da Fome durante o triênio de 2023 a 2025 — justamente o período já abrangido pelo atual mandato.
Segundo a defesa do presidente, a propaganda do senador “transforma o resultado oficialmente documentado em mentira comprovada”.
Outro anúncio alvo das ações reúne cinco recortes de falas reais de Lula sobre o combate à fome. Após cada trecho, um narrador afirma que a declaração seria “mentira”. A campanha petista entende que a estratégia tenta descredibilizar um dos principais compromissos da gestão.
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Um terceiro questionamento envolve trechos em que o governo seria alvo de críticas — mas a representação considera que há distorção dos fatos.
Irregularidade formal e multa de R 30 mil
Além do conteúdo questionado, a coligação de Lula aponta uma falha formal nas peças. De acordo com o texto da representação, o nome do candidato a vice – presidente na chapa de Flávio não aparece de forma integral nas propagandas, descumprindo a exigência legal.
O pedido inclui a aplicação de multa no valor máximo previsto em lei, de R 30 mil, além da suspensão dos anúncios e da concessão de direito de resposta.
Das cinco ações protocoladas, três ficarão sob relatoria da ministra Estela Aranha, enquanto duas serão analisadas pelo ministro André Mendonça. O TSE ainda não definiu uma data para julgar os pedidos. Enquanto isso, a guerra jurídica entre as campanhas promete se intensificar nos próximos meses, em meio à disputa pela Presidência em 2026.
Autor(a):
Ricardo Tavares
Fluente em quatro idiomas e com experiência em coberturas internacionais, Ricardo Tavares explora o impacto global dos principais acontecimentos. Ele já reportou diretamente de zonas de conflito e acompanha as relações diplomáticas de perto.



