Cláudio Castro renuncia, e Rio terá eleição indireta

Cláudio Castro renuncia ao governo do Rio na véspera do julgamento no TSE. Presidente do TJ assume e deve convocar eleição indireta.

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Foto: Reprodução
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Renúncia de governador do Rio de Janeiro antecipa eleições indiretas

Em um movimento que antecede o julgamento de sua cassação pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, oficializou sua renúncia do cargo. A decisão, tomada um dia antes da retomada do processo que pode torná-lo inelegível, visa permitir sua candidatura à vaga de senador.

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A situação se agrava com a perspectiva de dois votos favoráveis à sua cassação, levantando questionamentos sobre a estabilidade política no estado.

A cientista política Mayra Goulart, professora da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), acredita que o afastamento de Castro da política é o cenário mais provável. A trajetória do estado, marcada por prisões de ex-governadores, com exceção de Benedita da Silva, e a interrupção de mandatos consecutivos, gera preocupação.

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Castro, que era vice, assumiu o cargo após o impeachment de Wilson Witzel, em 2021, e agora enfrenta um processo de cassação.

As acusações contra Castro se concentram na falta de transparência em contratações, envolvendo quase 28 mil pessoas, e em gastos de R$ 248 milhões vinculados à Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj). A investigação aponta para o uso desse esquema para favorecer o governador nas eleições de 2022, com a participação de figuras como Thiago Pampolha, Gabriel Rodrigues Lopes, Rodrigo Bacellar e um ex-presidente de fundação estadual, além de ligações com o deputado TH Joias e o Comando Vermelho.

Com a vacância, o presidente do Tribunal de Justiça do Rio, desembargador Ricardo Couto de Castro, assumiu o governo, com a responsabilidade de convocar eleições indiretas para o mandato-tampão.

A renúncia de Castro ocorre em um momento delicado, com a disputa pelo governo estadual se intensificando. O presidente da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj), Rodrigo Bacellar, que seria o próximo na linha sucessória, está preso e afastado do cargo por decisão do STF, e o ex-vice-governador Thiago Pampolha renunciou para assumir uma vaga de conselheiro no Tribunal de Contas do Estado (TCE).

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A situação é complexa, com a possível cassação de Castro ocorrendo em um período de mudança na popularidade do governador, após uma disputa com Bacellar em julho do ano passado. Goulart destaca a capacidade de articulação de Castro, que conseguiu posicionar Bacellar como seu sucessor, demonstrando habilidade política.

Adicionalmente, o governo enfrentou em outubro de 2025 a operação policial mais letal da história do país. A reação da população à situação, marcada por um sentimento de punição, gerou debates sobre a política pública e a percepção da sociedade.

Atualização em 30/10/2026: o texto foi corrigido.

A Redação Política reúne a cobertura do Clique Fatos sobre governo, Congresso, eleições e Justiça. As matérias são produzidas com apoio de inteligência artificial a partir de agências e veículos citados no texto. Encontrou um erro? Escreva para [email protected].

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