Cláudio Castro desiste do Senado após operações da PF sobre aplicações da Rioprevidência no Master
Ex-governador é alvo de operações e desiste da candidatura
Alvo de operações da Polícia Federal e de investigações sobre movimentações financeiras, o ex-governador do Rio Cláudio Castro desistiu de disputar o Senado. Segundo as apurações, a história começou em maio de 2024, com um encontro em Nova York, nos Estados Unidos, que incluiu uma degustação de uísque.
De acordo com informações da coluna da jornalista Juliana Dal Piva, no portal ICL Notícias, e confirmadas pela redação, logo após o encontro, o ex-governador investiu R$ 80 milhões dos recursos da Rioprevidência no Banco Master. Essa ação ocorreu no dia seguinte à reunião em Nova York, e foi um dos pontos centrais das investigações da PF.
A Operação Compliance Zero, da PF, aumentou a pressão sobre o político.
Detalhes da investigação e desistência da candidatura
Inicialmente, o ex-governador estava em Nova York para participar do evento Summit Valor Econômico Brazil-USA, patrocinado pelo Banco Master, em 15 de maio. Um encontro anterior, em 14 de maio, com o empresário Paulo Vorcaro, também veio à tona e contribuiu para o desgaste que levou à desistência da disputa pelo Senado.
Investigações contínuas e impacto financeiro
A PF realizou o segundo mandado de busca e apreensão na residência do ex-governador em um período de quinze dias. As investigações apontam aplicações de R$ 3 bilhões da Rioprevidência no banco durante a gestão de Castro, mesmo com recomendações do Tribunal de Contas do Estado (TCE) contra essas operações.
O Banco Master, que realizou esses investimentos, foi liquidado extrajudicialmente pelo Banco Central (BC) em 18 de novembro de 2025.
Outras investigações relacionadas
Além das investigações sobre os investimentos na Rioprevidência, o ex-governador também é alvo de outras apurações, incluindo uma que investiga o favorecimento ilegal do Grupo Fit, liderado por Ricardo Magro, pelo governo do estado. A Operação Poço de Lobato, em novembro de 2025, revelou a sonegação de R$ 26 bilhões envolvendo o Grupo Fit, ampliando o escopo das investigações.
Atualização em 30/10/2026: o texto foi corrigido.
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