Cientista político critica PL após suspensão de pesquisa da AtlasIntel por Nunes Marques

Para Jorge Folena, o pedido do PL que tirou do ar a pesquisa sobre Flávio Bolsonaro mostra contradição do partido

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Foto: Reprodução

Cientista político acusa PL de censura após suspensão de pesquisa

Um cientista político criticou duramente o posicionamento do ministro Nunes Marques, após a concessão de uma liminar que determinou a suspensão da divulgação da pesquisa de intenção de votos Atlas/Intel. A pesquisa, que apontou o declínio da pré-candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), foi alvo de pedido do PL.

A decisão gerou grande repercussão no cenário político nacional.

Desgaste da candidatura e reação do senador

Jorge Folena, advogado e cientista político, ressaltou que a pesquisa Atlas/Intel foi a primeira a identificar o desgaste na popularidade de Flávio Bolsonaro. Ele detalhou que, após a divulgação dos resultados, outras pesquisas confirmaram a perda de apoio ao senador. “Inicialmente, ele negou a informação, mas posteriormente confirmou.

Isso teve um impacto significativo no país, especialmente considerando que Flávio Bolsonaro era uma das principais candidaturas para disputar a presidência com o presidente Lula”, explicou Folena. Ele acrescentou que, mesmo com a pressão do pai, Flávio Bolsonaro não desistiu da candidatura.

Interferência e liberdade de expressão

Folena questionou a postura do PL, que, segundo ele, ironicamente, questionava a liberdade de expressão. “A decisão de Nunes Marques é incomum, pois representa o primeiro caso dessa natureza no Brasil. No entanto, é fundamental perguntar à sociedade se essa pesquisa é relevante e se o áudio divulgado interfere na intenção de voto”, argumentou.

Ele criticou a interferência da candidatura de Flávio Bolsonaro e da Justiça Eleitoral, mencionando a falta de questionamento da pesquisa por parte do presidente Lula.

Críticas ao Partido Liberal

O cientista político enfatizou que o PL, que se apresentava como defensor das liberdades, agora se opõe à liberdade de expressão. “Eles não querem que uma pesquisa eleitoral chegue ao conhecimento da sociedade brasileira. A decisão de Nunes Marques é preocupante e levanta questões sobre a interferência em processos eleitorais”, afirmou Folena.

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Ele ressaltou a importância da liberdade das empresas para realizar suas próprias pesquisas e aferir a opinião pública.

Conclusão

Em sua avaliação final, Folena concluiu que o PL “provou que é defensor da censura”. A controvérsia em torno da suspensão da pesquisa Atlas/Intel reacendeu o debate sobre a liberdade de expressão e o papel da Justiça Eleitoral no contexto das eleições brasileiras.

A discussão continua relevante diante das implicações para o processo democrático e a autonomia das pesquisas eleitorais.

Atualização em 30/10/2026: o texto foi corrigido.

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