China e Rússia selam 40 acordos bilaterais em encontro histórico com Putin e Xi

Putin e Xi Jinping se reúnem em Pequim, nos 25 anos do tratado de amizade, para fortalecer a parceria e defender um mundo multipolar

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Foto: Reprodução

China e Rússia preparam 40 acordos bilaterais em encontro estratégico

O assessor de política externa do governo russo, Yuri Ushakov, anunciou na segunda-feira (18 de maio de 2026) que a China e a Rússia devem assinar 40 acordos bilaterais, abrangendo desde aprofundamento da cooperação no setor de energia até uma declaração conjunta que defende um “mundo multipolar” e “um novo tipo de relações internacionais”.

O anúncio marca um momento significativo nas relações diplomáticas entre os dois países, que buscam fortalecer sua parceria em face de tensões geopolíticas globais.

Reunião restrita e celebração de aniversário da amizade

O presidente Vladimir Putin terá um encontro a portas fechadas com o líder chinês, Xi Jinping, com a participação de apenas quatro pessoas de cada país. A reunião, que ocorrerá durante a visita de Putin a Pequim, visa discutir questões “mais importantes e sensíveis” nas relações bilaterais.

A viagem coincide com os 25 anos da assinatura do Tratado de Boa Vizinhança e Cooperação Amigável China-Rússia, um marco na história da parceria entre os dois países.

Prioridades da visita: energia e integração econômica

Durante o encontro, serão discutidas prioridades como o escoamento de gás natural de campos na Sibéria para o norte da China, um projeto de mais de 2.500 km que envolve também a Mongólia. Além disso, os países buscarão avançar em um acordo de maior integração econômica, especialmente no que diz respeito aos modelos de pagamento, onde o rublo e o yuan são amplamente utilizados nas transações comerciais.

Contexto geopolítico e planejamento antecipado

A viagem de Putin a Pequim ocorre em um momento de crescente rivalidade entre a China e os Estados Unidos. A relação China-Rússia se destaca como um ponto de estabilidade e cooperação, em contraste com a dinâmica tensa entre Pequim e Washington.

O Kremlin informou que a proximidade das viagens entre Putin e Xi Jinping foi planejada desde fevereiro, com o objetivo de discutir assuntos tratados anteriormente entre Putin e o presidente americano, Donald Trump.

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Participação de autoridades financeiras

A governadora do Banco Central da Rússia, Elvira Nabiullina, fará parte da comitiva de Putin, indicando a importância que os países atribuem à estabilidade financeira e ao desenvolvimento de sistemas de pagamento alternativos. A visita de Putin à China representa um passo importante na consolidação de uma aliança estratégica com implicações globais.

Atualização em 30/10/2026: o texto foi corrigido.

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