China amplia estoque estratégico de petróleo em meio à crise no Oriente Médio

China aumenta importações de petróleo em cenário de crise no Oriente Médio
Em meados de março de 2026, a China registrou um aumento expressivo de 15,8% nas importações de petróleo nos dois primeiros meses do ano, em comparação com o mesmo período de 2025. Essa elevação chama a atenção em um contexto de queda na demanda por importações de petróleo no país, agravado pela tensão crescente na região do Oriente Médio, especificamente com o bloqueio do Estreito de Ormuz.
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Impacto nos preços e estoques globais
O incidente em Ormuz gerou um impacto imediato nos mercados internacionais, com o preço do barril de petróleo disparando para além de US$ 100. Países que dependem fortemente do comércio por essa rota precisaram recorrer aos seus estoques de petróleo para mitigar os efeitos da crise.
A China, que tem um dos maiores estoques de petróleo do mundo, adotou uma estratégia que tem se mostrado eficaz, apesar de 40% de suas importações estarem bloqueadas devido à situação no Irã.
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A magnitude do estoque chinês de petróleo é um dado de grande importância, embora não divulgado oficialmente pelo governo. Estimativas recentes apontam para um volume entre 1,1 e 1,3 bilhões de barris, com algumas fontes mencionando valores próximos de 1,4 bilhões.
A capacidade de manter esse volume de reservas garante à China tempo para buscar alternativas de fornecimento, enquanto outros países, como Índia e Coreia do Sul, enfrentam um cronograma mais restritivo.
Índia recorre à Rússia
A Índia, que importa 80% de sua demanda por petróleo, com metade proveniente do Oriente Médio, encontra-se em uma situação particularmente delicada. Seu estoque de petróleo é significativamente menor do que o da China e do Japão, garantindo o abastecimento do país por apenas dois meses.
Diante do bloqueio em Ormuz, a Índia buscou o apoio da Rússia, registrando um aumento de 50% na procura por petróleo russo em março, em comparação com fevereiro, segundo a imprensa indiana.
Reações de outros países asiáticos
Japão e Coreia do Sul também tomaram medidas para conter a instabilidade causada pela guerra no Oriente Médio. O Japão liberou 80 milhões de barris de petróleo no mercado, enquanto a Coreia do Sul anunciou a liberação de 22 milhões de barris de seu estoque para atender à demanda interna.
Essas ações demonstram a preocupação global com a segurança do fornecimento de petróleo e a busca por soluções para mitigar os efeitos da crise.
Atualização em 30/10/2026: o texto foi corrigido.
Editoria:
Redação Clique Fatos
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