Priscila Voigt, candidata do UP ao governo do Rio Grande do Sul, defende fim da escala 6×1

O Rio Grande do Sul terá eleições para governador neste ano, e o primeiro turno está marcado para 4 de outubro. Caso nenhum candidato atinja a maioria absoluta dos votos, um segundo turno acontece em 25 de outubro. Mais de 8,5 milhões de eleitores gaúchos estão aptos a ir às urnas para decidir o futuro do Palácio Piratini pelos próximos quatro anos.
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Entre os postulantes ao cargo está Priscila Voigt, candidata do Unidade Popular (UP). Aos 35 anos, ela nasceu em Tijucas (SC) e, nesta eleição, disputa o governo do estado com Fernanda Nunes como candidata a vice – governadora. É a primeira vez que Voigt concorre ao Executivo estadual.
Trajetória política e atuação social
Priscila Voigt é nutricionista de formação e acumula experiência em disputas eleitorais. Ela já tentou uma vaga na Câmara de Vereadores de Porto Alegre em três ocasiões: 2016, 2020 e 2024. Em 2022, também concorreu a deputada federal.
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Fora da vida partidária, Voigt teve papel de destaque em movimentos sociais. Ela foi uma das coordenadoras da Ocupação Lanceiros Negros, em Porto Alegre, e esteve à frente da organização da Casa de Referência Mulheres Mirabal, um espaço que acolhe mulheres em situação de violência e promove a organização popular na capital gaúcha.
A candidata também integra o Levante Popular da Juventude, movimento que articula jovens em torno de pautas sociais e políticas. A experiência com a militância e o trabalho direto com comunidades vulneráveis molda as propostas que ela leva para a campanha.
Bandeiras e propostas de campanha
No plano trabalhista, Voigt defende o fim da escala 6×1 — modelo em que o trabalhador tem seis dias de trabalho para um de descanso — e propõe um aumento de 100% do salário mínimo. Ela também prega a anulação da Reforma Trabalhista e da Reforma da Previdência, aprovadas nos governos anteriores.
Na área de segurança pública e direitos das mulheres, a candidata do UP prevê o combate ao feminicídio e aos estupros. Entre as medidas, ela sugere a criação de mais casas – abrigo para mulheres vítimas de violência e a implantação de Delegacias da Mulher com funcionamento 24 horas em todo o estado.
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As propostas de Voigt refletem a linha política do Unidade Popular, partido de esquerda que busca ampliar a participação popular nas decisões do governo. A campanha deve focar nas periferias e em pautas ligadas à moradia, ao trabalho e à proteção de minorias.
Autor(a):
Sofia Martins
Com uma carreira que começou como stylist, Sofia Martins traz uma perspectiva única para a cobertura de moda. Seus textos combinam análise de tendências, dicas práticas e reflexões sobre a relação entre estilo e sociedade contemporânea.



