Caso Henry: Monique Medeiros acusa Jairinho pela morte do filho em interrogatório

No júri, a mãe disse que nunca suspeitou do ex-vereador, que, segundo ela, estava “acima de qualquer suspeita”.

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Foto: Reprodução
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Julgamento do caso Henry chega à fase de interrogatório

O julgamento da morte de Henry Borel entrou, nesta terça-feira (2), na fase de interrogatório dos réus. Durante seu depoimento, a ré Monique Medeiros acusou o ex-vereador Dr. Jairinho de ser responsável pela morte do menino. Monique, mãe de Henry, responde por homicídio por omissão, tortura e coação no curso do processo.

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Após a acusação de Monique, a juíza decidiu que o ex-vereador retornasse à sessão. Em sua declaração ao Tribunal do Júri, Monique mencionou que Henry começou a apresentar mudanças de comportamento nos meses que antecederam sua morte, além de relatar que o menino demonstrou desconforto em relação a Jairinho.

Mudanças de comportamento e queixa de Leniel Borel

Conforme o relato no tribunal, Monique observou que o comportamento de Jairo começou a mudar após sua eleição em novembro de 2020, quando passou a demonstrar ciúmes. No entanto, ela destacou que, até aquele momento, não havia notado alterações no tratamento que Jairinho dispensava a Henry.

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Monique também recordou um episódio que ocorreu após o primeiro final de semana em que Henry esteve com seu pai biológico, Leniel Borel. Segundo Monique, Leniel informou que Henry havia reclamado de um “abraço apertado” dado por Jairinho. Em resposta à queixa, Monique orientou Jairinho a evitar esse gesto e decidiu que a criança não ficaria mais sozinha com ele, interpretando a situação como um sinal de ciúmes por parte de Leniel.

Relato sobre agressões e alerta da babá

No decorrer do interrogatório, Monique relembrou um incidente de janeiro de 2021, quando recebeu mensagens da babá informando que Henry estava mancando após ficar sozinho com Jairinho. Naquele momento, ela não interpretou a situação como uma possível agressão.

A ré afirmou que Jairinho alegou que o menino havia caído durante uma brincadeira, e ela acreditou na versão apresentada.

Monique relatou que, após receber as mensagens, ligou para o filho e ouviu dele a pergunta: “Mamãe, eu te atrapalho?”. Ela ficou abalada com a situação e procurou Jairinho para questioná-lo sobre o ocorrido. A acusada também mencionou ter recebido um vídeo da babá mostrando Henry caminhando pelo corredor do apartamento, mas, apesar dos alertas, não percebeu que a criança mancava.

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Desconfiança em relação a Jairinho

Em outro momento do interrogatório, Monique afirmou que nunca suspeitou que Jairinho pudesse agredir o menino. Ela o via como uma pessoa confiável e não tinha conhecimento de relatos anteriores de violência que pudessem levantar dúvidas sobre sua conduta. “A gente nunca achava que poderia ser o Jairo.

Ele estava acima de qualquer suspeita”, declarou ao Conselho de Sentença.

Monique Medeiros enfrenta acusações de homicídio qualificado por motivo torpe e por dificultar a defesa da vítima, além de tortura e coação no processo. Após o término de seu interrogatório, o tribunal dará continuidade com a oitiva de Jairo Souza Santos Júnior, que é acusado de homicídio qualificado por meio cruel e torturas.

Após os interrogatórios, os sete jurados do Conselho de Sentença decidirão sobre a condenação ou absolvição dos réus.

A Redação Brasil reúne a cobertura do Clique Fatos sobre o noticiário das cidades e dos estados brasileiros. As matérias são produzidas com apoio de inteligência artificial a partir de agências e veículos citados no texto. Encontrou um erro? Escreva para [email protected].

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