Casa Branca mantém deportações após Trump dizer que política foi “dura demais”

Donald Trump afirmou, em entrevista à emissora CBS no domingo, 8, que a política de deportação em massa de imigrantes adotada por seu governo foi “dura demais”. A declaração ocorreu poucos dias depois de o Partido Republicano perder as eleições legislativas de meio de mandato.
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Mesmo após a avaliação do presidente, a Casa Branca e o Departamento de Segurança Interna (DHS) disseram que manterão as operações. Autoridades do Serviço de Imigração e Alfândega (ICE) também receberam uma meta diária de prisões maior nas últimas semanas.
Casa Branca e DHS dizem que operações vão continuar
Questionado pela CBS sobre as medidas contra imigrantes, Trump respondeu: “Acho que foi dura demais”.
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Em comunicado à BBC, a Casa Branca afirmou que não pretende reduzir as ações para prender e deportar imigrantes ilegais criminosos. O governo também declarou que Trump é o presidente mais firme na aplicação das leis de imigração.
Um porta-voz do DHS disse à CBS que “O ICE NÃO está recuando nem diminuindo o ritmo”. Segundo ele, sob a liderança de Trump e do secretário Mullin, o departamento continuará aplicando as leis do país e removendo “imigrantes ilegais criminosos” das ruas.
ICE recebeu meta de 2.700 prisões por dia
Fontes do Serviço de Imigração e Alfândega disseram à CBS que as autoridades foram orientadas, nas últimas semanas, a fazer cerca de 2.700 prisões de imigrantes ilegais por dia. Antes, a meta era de 2.000 prisões diárias.
Na sexta-feira, Trump promoveu Stephen Miller, defensor de políticas de imigração rigorosas, ao cargo de chefe de gabinete da Casa Branca. A nomeação sinalizou que o governo não recuaria na segurança da fronteira.
Imigração foi a terceira questão mais importante para eleitores
Pesquisas de boca de urna apontam que a imigração ficou em terceiro lugar entre as principais preocupações dos eleitores nas eleições de meio de mandato, atrás da economia e do estado da democracia.
Fontes oficiais americanas disseram à CBS, parceira da BBC nos EUA, que o governo relaciona as derrotas a preocupações com a economia, a acessibilidade financeira e a guerra com o Irã, e não à repressão à imigração.
As operações de fiscalização realizadas neste ano provocaram manifestações contra o ICE em cidades como Chicago, Minneapolis e Los Angeles.
Editoria:
Redação Internacional
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