Cármen Lúcia vota em Belo Horizonte no primeiro turno das eleições de 2026
Cármen Lúcia vota em meio a pleito com recorde de 158,7 milhões de eleitores e tensões no STF sobre IA e fake news.
A ministra do STF Cármen Lúcia votou na manhã deste domingo (4) em Belo Horizonte, capital de Minas Gerais, no primeiro turno das eleições de 2026. A magistrada chegou a uma escola na região centro – sul da capital mineira pouco depois da abertura das urnas, por volta das 8h.
No local, Cármen Lúcia tirou fotos com eleitores e foi aplaudida. O gesto ocorre em meio a um pleito que, segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), deve levar 158.745.483 brasileiros às urnas. O número representa um crescimento de 2,2 milhões de eleitores em relação à eleição anterior.
Disputa por seis cargos e segundo turno
Neste ano, os eleitores decidem seis cargos: deputado federal, deputado estadual ou distrital, senador (duas vagas), governador e presidente da República. Caso nenhum candidato a governador ou a presidente atinja a maioria absoluta dos votos válidos, o segundo turno está marcado para 25 de outubro.
O STF foi um dos protagonistas do período eleitoral de 2026, especialmente na reta final. Os embates ocorreram entre os ministros e envolveram investigações sobre o uso de inteligência artificial e a disseminação de notícias falsas. Durante os episódios mais tensos entre os ministros André Mendonça e Alexandre de Moraes, a conduta de Cármen Lúcia refletiu a da Suprema Corte.
Decisão sobre debate da Globo e exclusão de candidato
Um dos momentos de destaque da atuação da ministra durante as eleições se deu nesta semana, na análise do pedido do candidato à Presidência Renan Santos (Missão) para participar do debate eleitoral promovido pela Rede Globo. A controvérsia começou quando a emissora exigiu que os partidos tivessem ao menos cinco parlamentares eleitos no Congresso Nacional para participar da transmissão.
Por ser um partido recém – criado, a legenda de Renan Santos não atingia a cláusula mínima de barreira, o que levou à sua exclusão do debate oficial. O candidato recorreu à Justiça, argumentando seu desempenho nas pesquisas de intenção de voto.
Ao analisar o pedido, a ministra Cármen Lúcia negou o recurso.
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Na decisão, ela fundamentou a negativa na estrita observância da legislação eleitoral. Destacou que as regras organizacionais dos debates e os critérios de representatividade legal das emissoras devem ser preservados sem exceções casuísticas. Em entrevista ao CNN Prime Time, a ministra afirmou estar em “estado de profunda tristeza” em relação à crise no STF.