Candidatos à presidência em 2026 propõem soluções variadas para segurança pública e combate ao crime organizado

Candidatos à presidência em 2026 apresentam propostas distintas para segurança pública, refletindo a preocupação da população com a violência no país.

3 min

Balanço da Segurança Pública | Foto: Reprodução
Balanço da Segurança Pública | Foto: Reprodução

As propostas para segurança pública e combate ao crime organizado dominaram os discursos dos principais candidatos à presidência nas eleições de 2026. Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Flávio Bolsonaro (PL), Renan Santos (Missão), Ronaldo Caiado (PSD) e Romeu Zema (Novo) apresentaram suas visões sobre como reduzir a violência no Brasil, cada um com abordagens distintas.

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Uma pesquisa da Nexus/BTG, divulgada no final de julho, mostra que 30% dos entrevistados consideram a segurança pública como um dos temas mais relevantes para o pleito, superando saúde pública (25%) e corrupção (22%). Essa preocupação tem levado os candidatos a adotar estratégias variadas.

Enquanto a direita propõe uma postura mais rigorosa contra o crime, a esquerda foca na melhoria das condições socioeconômicas.

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Propostas de Lula e Flávio Bolsonaro

Lula, atual presidente, enfatizou durante sua convenção em 2 de agosto que investir em educação é essencial para combater o crime. Ele comparou os gastos do Estado com estudantes e presos, afirmando que “educação não é gasto. Educação é investimento”.

O presidente destacou que um preso em São Paulo custa R$ 35 mil por ano, enquanto um estudante em um Instituto Federal custa R$ 16 mil. Essa relação entre educação e redução da violência foi central em seu discurso.

A PEC da Segurança Pública, proposta pelo governo e que aguarda votação no Senado, também foi citada por Lula. O texto busca integrar as forças de segurança no Brasil, com enfoque na atuação articulada ao redor da Polícia Federal.

Flávio Bolsonaro, filho do ex-presidente Jair Bolsonaro, defendeu mudanças na Constituição para endurecer as legislações penais. Durante sua convenção em 25 de julho, ele pediu pela responsabilização de jovens estupradores como adultos e criticou a atual legislação sobre crimes contra mulheres.

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No entanto, ele não abordou diretamente o crime organizado em seus discursos.

Caiado e Zema: enfoques regionais

Ronaldo Caiado utilizou sua experiência como governador de Goiás para fundamentar suas propostas. Ele destacou que Goiás é o sétimo estado com menor taxa de homicídio do país e atribuiu isso ao endurecimento das regras na segurança pública. Durante sua convenção em 26 de julho, mencionou medidas como o fim das visitas íntimas para condenados ligados ao crime organizado e afirmou que essas políticas poderiam ser aplicadas nacionalmente.

Caiado criticou duramente o PT, sugerindo que o partido “se retroalimenta do crime organizado”.

Por outro lado, Romeu Zema apresentou suas ideias durante uma convenção em 27 de julho. Ele defendeu a classificação de grupos criminosos como terroristas e propôs um encarceramento em massa. Inspirado pelas políticas do presidente salvadorenho Nayib Bukele, Zema planeja construir um superpresídio na Amazônia para líderes criminosos.

Renan Santos e suas propostas radicais

Renan Santos foi o primeiro a oficializar sua candidatura ao Planalto e realizou um evento semelhante a uma convenção partidária em 1º de agosto. Com uma abordagem mais radical, ele quer intensificar a repressão contra o crime no Brasil. Renan anunciou planos para colocar o país no Conselho de Segurança da ONU e afirmou estar sendo ameaçado pelo PCC e pelo Comando Vermelho.

O candidato estabeleceu uma meta ambiciosa: reduzir os homicídios anuais para menos de 10 mil. Em 2025, foram registradas 40.775 mortes violentas intencionais no Brasil. Renan afirmou que, sem o crime organizado, 6 mil favelas poderão ser transformadas em bairros.

Com discursos variados sobre segurança pública, os candidatos refletem as diversas preocupações da população brasileira em relação à violência e à criminalidade à medida que se aproximam as eleições desse ano.

Atualização em 28/10/2026: o texto foi corrigido com base na fonte original.

Atualização em 29/10/2026: o texto foi corrigido com base na fonte original.

A Redação Política reúne a cobertura do Clique Fatos sobre governo, Congresso, eleições e Justiça. As matérias são produzidas com apoio de inteligência artificial a partir de agências e veículos citados no texto. Encontrou um erro? Escreva para [email protected].

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