Câmara dos Deputados aprova cordão roxo para identificação de pessoas com Alzheimer

Comissão da Câmara dos Deputados aprova projeto que institui cordão roxo para identificação de pessoas com Alzheimer. Entenda os impactos dessa proposta!

17/05/2026 19:11

2 min

Câmara dos Deputados aprova cordão roxo para identificação de pessoas com Alzheimer
(Imagem de reprodução da internet).

Comissão da Câmara dos Deputados Aprova Projeto de Lei para Identificação de Pessoas com Alzheimer

A Comissão de Defesa dos Direitos da Pessoa Idosa da Câmara dos Deputados aprovou, na última sexta-feira (15), o Projeto de Lei 334/26, que institui o cordão roxo para a identificação de pessoas com Alzheimer. A proposta, apresentada por Laura Carneiro, visa facilitar o reconhecimento dessas pessoas em ambientes públicos, evitando situações de conflito ou constrangimento.

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Antes de seguir para votação no Senado Federal, o projeto ainda precisa ser analisado por outras duas comissões da Câmara dos Deputados. Essa iniciativa representa um avanço significativo no debate sobre a proteção de indivíduos em espaços coletivos.

Especialista Avalia Benefícios e Pontos de Atenção

O geriatra Leonardo Oliva, presidente da Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia, fez uma avaliação positiva da proposta, ressaltando a importância da sinalização visual para a proteção desse grupo. “A identificação dos pacientes com demência pode favorecer a proteção desse indivíduo, principalmente em espaços públicos”, afirmou.

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Para ele, trata-se de “uma necessidade real” e a proposta “parece adequada”.

No entanto, Oliva também levantou questões que merecem discussão. Um dos pontos mencionados diz respeito à identificação já existente no Brasil: o cordão com girassóis, que é destinado a pessoas com deficiências não visíveis e também abrange indivíduos com demência.

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Segundo o especialista, a introdução de um novo cordão pode “trazer uma maior complexidade de entendimento” em vez de beneficiar essa população específica.

Treinamento é Apontado como Essencial

Além da identificação visual, Leonardo Oliva enfatizou que o cordão, por si só, não é suficiente. “Precisamos ter uma sinalização, mas também é necessário que haja um preparo para aqueles que vão lidar com esses indivíduos”, destacou.

O especialista mencionou aeroportos, rodoviárias, bancos e unidades de saúde como os principais locais onde esse treinamento seria indispensável, para que as pessoas compreendam o significado do cordão e saibam como agir diante de alguém que o utilize.

Autor(a):

Com formação em Jornalismo e especialização em Saúde Pública, Lara Campos é a voz por trás de matérias que descomplicam temas médicos e promovem o bem-estar. Ela colabora com especialistas para garantir informações confiáveis e práticas para os leitores.

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