Cacau avança 2% após queda de 41% nas entregas da Costa do Marfim

Os contratos futuros de cacau avançaram pelo segundo pregão seguido na terça-feira (20), enquanto café e açúcar recuaram na bolsa de Nova York. Algodão e suco de laranja fecharam em alta, em um dia marcado por fatores de oferta e clima que influenciaram as cotações.
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O cacau para entrega em dezembro subiu 2%, a US$ 5.801 por tonelada. Já o café arábica com vencimento no mesmo mês caiu 1,39%, para US$ 3,11 por libra-peso.
Entregas de cacau na Costa do Marfim caem 41%
A alta do cacau foi sustentada por sinais de menor oferta na Costa do Marfim, principal produtor mundial da commodity. A Barchart relacionou o movimento ao volume menor recebido nos portos do país no começo da atual temporada de comercialização.
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Dados divulgados pelo governo da Costa do Marfim na segunda-feira (19) apontam que os produtores entregaram 78.212 toneladas entre 1º e 18 de outubro. No mesmo intervalo do ano passado, foram 133.209 toneladas, uma redução de 41%.
A queda nas entregas intensifica as preocupações com a disponibilidade de cacau no mercado internacional e ajuda a sustentar os preços futuros.
Maior oferta pressiona o café arábica
Na bolsa de Nova York, o café arábica perdeu valor diante de sinais de aumento da oferta global. Segundo a Barchart, quase 28 mil sacas aguardam classificação na bolsa internacional, o maior volume em mais de um mês.
Os estoques de café robusta acompanhados pela ICE também pesaram sobre as cotações: na sessão anterior, chegaram ao maior nível em 11 meses e meio. A queda veio depois de o arábica atingir, na segunda-feira, sua maior cotação em seis semanas.
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Na ocasião, preocupações com os efeitos do El Niño sobre as safras do Brasil e do Vietnã em 2027 deram apoio aos preços. Na sexta-feira (16), o Ministério da Agricultura do Vietnã informou que o Planalto Central, principal região produtora de café do país, poderá enfrentar seca associada ao fenômeno ainda neste ano e no início de 2027.
Déficit de açúcar é estimado em 6,3 milhões de toneladas
O açúcar para entrega em março recuou 0,24% e terminou a sessão cotado a 20,52 centavos de dólar por libra-peso, apesar de ter se recuperado das mínimas do dia. A Barchart atribuiu a recuperação ao aumento das posições vendidas após uma revisão da estimativa de déficit global.
A consultoria Green Pool Commodity Specialists elevou a projeção para a safra 2026/27 de 3,2 milhões para 6,3 milhões de toneladas. Se confirmado, o déficit será o maior em quatro anos. A estimativa considera possíveis impactos do El Niño na produção brasileira e uma temporada de monções mais fraca na Índia.
A perspectiva de maior disponibilidade na Índia, porém, manteve pressão sobre os preços. Na segunda-feira (19), o governo indiano determinou que distribuidoras estatais de combustíveis parem de comprar, a partir de 1º de novembro, etanol produzido a partir da cana-de-açúcar.
Com isso, uma parcela maior da matéria-prima poderá ser destinada à fabricação de açúcar.
Algodão sobe 0,94% e suco de laranja avança
O contrato de algodão para entrega em dezembro subiu 0,94% na bolsa de Nova York, a 80,88 centavos de dólar por libra-peso. A Barchart apontou como fatores de apoio a alta de US$ 0,32 por barril do petróleo bruto e a queda de 0,216 ponto no índice do dólar americano.
Também esteve no radar o programa de assistência financeira de US$ 8 bilhões anunciado pela Casa Branca no fim da segunda-feira (19). O auxílio busca ajudar produtores rurais nos Estados Unidos a cobrir custos com combustíveis durante a colheita, diante dos preços elevados.
Já o contrato futuro de suco de laranja para entrega em janeiro encerrou o dia na Bolsa de Nova York com alta de 0,74%, cotado a US$ 1,49 por libra-peso.
Editoria:
Redação Economia
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