C&A (CEAB3) lidera as altas do Ibovespa com salto de 23,82% após balanço do 3º tri acima do esperado

Na semana, o Ibovespa subiu 0,30% e fechou a sexta (6) aos 168.498 pontos, enquanto Brava Energia (BRAV3) recuou 15,64% e liderou as perdas do índice.

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Ibovespa barato, bolsa, ações | Foto: Reprodução/Seu Dinheiro

O Ibovespa fechou a semana com ganho de 0,30%, mesmo após altos e baixos. Na sexta-feira (6), o índice subiu 1,39% e encerrou o pregão aos 168.498,45 pontos. Enquanto a C&A (CEAB3) disparou mais de 23% e liderou as altas, a Brava Energia (BRAV3) despencou mais de 15% e puxou as quedas.

O dólar à vista fechou a semana cotado a R$ 5,5087, com alta de 1,18% frente ao real.

O índice subiu no acumulado, mas nem todas as ações acompanharam o movimento. Algumas companhias aproveitaram o bom humor dos investidores, enquanto outras sofreram perdas expressivas no mesmo período.

C&A lidera as altas com balanço acima do esperado

A C&A (CEAB3) foi a grande vencedora da semana. Suas ações avançaram 23,82% entre os dias 2 e 6 de novembro, impulsionadas pela divulgação do balanço do terceiro trimestre de 2026. Os resultados ficaram acima das expectativas dos investidores.

Lucas Xavier, head de renda variável e sócio da AW Capital, avaliou que a varejista apresentou números que agradaram ao mercado, “especialmente pelos baixos múltiplos que vemos hoje no varejo”. Para ele, “a margem e o baixo endividamento demonstram que a empresa tem saúde o suficiente para navegar mares agitados, por isso a alta superior a 8%”.

Além da C&A, Cosan, Smart Fit, CSN e Cyrela também figuraram na ponta positiva. A Cosan (CSAN3) subiu 18,88%, fechando a R$ 2,77. A Smart Fit (SMFT3) avançou 17,59%, para R$ 18,25. A CSN (CSNA3) ganhou 13,66%, cotada a R$ 4,41, e a Cyrela (CYRE3) subiu 12,93%, fechando a R$ 19,30.

Brava Energia puxa perdas do setor de petróleo

Se a semana foi de comemoração para os acionistas da C&A, o clima foi bem diferente para quem tinha Brava Energia (BRAV3) na carteira. A petroleira independente liderou as perdas do Ibovespa, com desvalorização de 15,64% no período, e encerrou a sexta-feira cotada a R$ 15,54.

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A Brava atua na exploração e produção de petróleo e gás, mas não foi a única do setor entre os destaques negativos. As ações da PRIO (PRIO3) caíram 15,40%, para R$ 60,48. Os papéis ordinários da Petrobras (PETR3) recuaram 14,66%, cotados a R$ 51,21, enquanto os preferenciais (PETR4) perderam 13,94%, a R$ 45,36.

Fora do setor de petróleo, a construtora Tenda (TEND3) também apareceu entre as maiores quedas, com recuo de 15,44%, e fechou a R$ 16,92.

Copom mantém Selic em 13,75% e pausa cortes de juros

No Brasil, a principal notícia da semana veio do Comitê de Política Monetária (Copom), que decidiu manter a taxa Selic em 13,75% ao ano. Com a decisão, o Banco Central interrompeu, por enquanto, o ciclo de cortes dos juros.

A pausa, porém, deixou em aberto quando os juros voltarão a cair. A incerteza em relação à inflação pesa nessa avaliação e manteve investidores atentos aos próximos passos da autoridade monetária.

As contas públicas também entraram no radar. O mercado acompanhou as discussões sobre a política fiscal do governo de Luiz Inácio Lula da Silva e aguardava um pronunciamento do presidente neste domingo (8), com possíveis sinalizações sobre medidas de ajuste fiscal.

Na sexta-feira, a recuperação de ações de bancos, varejistas e da Vale ajudou o Ibovespa a apagar as perdas anteriores e terminar a semana no campo positivo.

Eleições e inteligência artificial pesam sobre Wall Street

Nos Estados Unidos, as eleições de meio de mandato terminaram com vitória expressiva dos democratas, que conquistaram o controle das duas Casas do Congresso norte-americano. Wall Street recebeu o resultado com otimismo no primeiro momento, mas o clima mudou rapidamente.

As atenções se voltaram para as grandes empresas de tecnologia, sobretudo as ligadas à inteligência artificial. A nova composição do Congresso elevou as expectativas de mudanças regulatórias, com possíveis regras mais rígidas para sistemas de IA e para a construção de data centers, estruturas que concentram servidores e equipamentos necessários ao funcionamento dessas tecnologias.

O temor dos investidores é que novas restrições encareçam operações ou desacelerem a expansão de empresas que já aplicam bilhões de dólares no setor.

O relatório de emprego, o payroll, também mexeu com o mercado. Os dados mostraram que a economia dos Estados Unidos criou 165 mil vagas em setembro, bem acima das 60 mil esperadas pelos analistas consultados pelo Broadcast. A taxa de desemprego recuou ligeiramente, para 4,1%.

Apesar de a criação de vagas ser positiva para a economia, ela complica a vida de quem aposta em juros menores. Um mercado de trabalho aquecido pode manter a pressão sobre os preços e levar o Federal Reserve (Fed), banco central norte-americano, a sustentar uma política monetária mais restritiva.

Pela ferramenta FedWatch, do CME Group, os investidores viam 78,0% de chance de alta dos juros na faixa entre 4,00% e 4,25% na reunião de dezembro.

Com tantos fatores em jogo, a semana deixou um recado para quem acompanha a bolsa: o desempenho das ações pode variar bastante, mesmo quando o índice sobe. A distância entre a maior alta e a maior queda do Ibovespa passou de 39 pontos percentuais.

Com informações do Money Times, portal parceiro do Seu Dinheiro.

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