Brasileiro rema sozinho da África ao Brasil em seis meses e é recebido por Amyr Klink

Raphael Garcia enfrentou tempestades e dieta restritiva para completar a travessia solo do Atlântico.

01/10/2026 22:43

2 min

Raphael Garcia, 34, leu livro do Amyr em 2022 e decidiu fazer a mesma viagem
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O paulistano Raphael Garcia passou quase seis meses remando sozinho pelo Oceano Atlântico, enfrentando tempestades, uma dieta repetitiva e o desgaste físico extremo. A jornada, que começou na costa da África e terminou em Salvador, foi coroada com um encontro inesperado: seu ídolo, o lendário navegador Amyr Klink, o esperava na chegada.

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Raphael, que é engenheiro, revelou que as dificuldades começaram logo no início da travessia. Uma forte tempestade o desviou 150 quilômetros da rota planejada, e ele passou quatro dias lutando para retomar o caminho. “Nesse momento eu achei que a viagem estava quase perdida, menos de um mês da partida”, contou.

Apesar do susto, ele nunca cogitou pedir resgate.

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Rotina e planejamento no mar

Para encarar o desafio, Raphael estudou técnicas que pudessem melhorar sua performance durante a remada. A rotina a bordo era metódica: ele ficava à deriva durante a noite e, todas as manhãs, corrigia a rota com a ajuda do GPS. “Algumas vezes eu conseguia corrigir a rota no mesmo dia, outras vezes eu levava semanas para voltar ao caminho certo”, explicou o brasileiro.

A partida, porém, foi tensa. Assim como Amyr Klink, que quase teve o barco danificado ao colidir com outra embarcação logo no início de sua famosa travessia, Raphael enfrentou seus próprios perigos. “Sair da costa da África pode se tornar um desafio fatal”, alertou ele, referindo – se à tempestade que quase pôs fim ao sonho.

Dieta restrita e o encontro com o ídolo

A alimentação foi outro ponto crítico. Raphael tem apenas um rim e tendência a desenvolver pedras no órgão, o que o obrigou a uma dieta rigorosa com baixo teor de sódio. A escolha recaiu sobre alimentos desidratados, comuns em expedições do tipo, mas que apresentam um problema: “As comidas desidratadas têm mais sódio do que uma pessoa saudável come num dia inteiro.

As minhas opções eram extremamente limitadas”, disse. Na prática, ele comeu a mesma refeição em dias alternados por quase meio ano.

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Quando finalmente atracou em Salvador, exausto e abatido, Raphael foi recebido por Amyr Klink. O encontro com o ídolo foi um dos momentos mais marcantes da jornada. Agora, após sentir na pele o desgaste da aventura, o paulistano entende por que Klink nunca mais repetiu a travessia.

Autor(a):

Com uma carreira que começou como stylist, Sofia Martins traz uma perspectiva única para a cobertura de moda. Seus textos combinam análise de tendências, dicas práticas e reflexões sobre a relação entre estilo e sociedade contemporânea.

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