Brasil Soberano III: governo anuncia plano de R$ 18,5 bilhões para indústrias afetadas por tarifas

O novo plano do governo busca mitigar os impactos das tarifas comerciais e conflitos internacionais, apoiando setores estratégicos da economia brasileira.

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Foto: solenidade da edição da medida provisória do Brasil Soberano III
Foto: solenidade da edição da medida provisória do Brasil Sobera...
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O governo federal anunciou nesta quarta-feira (22) a terceira etapa do Plano Brasil Soberano, que visa apoiar diversas indústrias afetadas por tarifas comerciais dos Estados Unidos e conflitos internacionais. O novo plano também se concentrará em setores estratégicos para a balança comercial, como fertilizantes e minerais críticos.

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A Medida Provisória que criou o plano destina até R$ 18,5 bilhões em recursos, dos quais R$ 13,5 bilhões virão do Tesouro Nacional. Esses recursos são provenientes de valores não utilizados do Plano Brasil Soberano 1 e da renegociação de dívidas rurais.

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) contribuirá com R$ 5 bilhões.

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Setores beneficiados pelo plano

Os produtos que serão apoiados incluem aqueles investigados nas Seções 232 e 301, que envolvem tarifas comerciais dos Estados Unidos. Entre os setores afetados estão o aço, alumínio, automotivo e móveis na Seção 232, além de madeira, carvão, máquinas e equipamentos elétricos, produtos cerâmicos, plástico, calçados, papel e açúcar na Seção 301.

Além disso, o plano também contempla setores industriais essenciais como têxtil, químicos (fertilizantes), farmacêuticos, automotivo e equipamentos de informática. Outros segmentos beneficiados incluem produtos eletrônicos e ópticos, máquinas e equipamentos elétricos, borracha e plásticos, além de minerais críticos.

O novo plano ainda se estende a exportações para países do Golfo Pérsico como Arábia Saudita, Catar e Bahrein.

Linhas de crédito disponíveis

A nova fase do Plano Brasil Soberano oferece várias linhas de crédito com diferentes custos financeiros. Para grandes empresas e micro, pequenas e médias empresas (MPME), a linha para capital de giro terá custo financeiro de 9,8% e 8,3%, respectivamente.

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Uma linha específica para capital de giro voltada para empresas impactadas pelas tarifas ou pela instabilidade no Golfo Pérsico terá custo financeiro fixado em 8,3%. Além disso, bens de capital poderão ter um custo financeiro de 8%, enquanto a linha destinada à transformação de minerais críticos oferecerá um custo reduzido de apenas 3%.

Por fim, a linha para investimento apresentará um custo financeiro de 6,5%. O governo informou que os grupos 1 e 3 terão acesso a todas as linhas disponíveis. Já o grupo 2 poderá utilizar apenas as linhas voltadas para investimentos e bens de capital, seguindo as diretrizes estabelecidas no Plano Brasil Soberano II.

Atualização em 29/10/2026: o texto foi corrigido com base na fonte original.

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