Brasil, 13 de julho é celebrado como o Dia Mundial do Rock em homenagem ao Live Aid de 1985

A data é marcada por festivais e eventos que celebram a diversidade do rock, unindo gerações e fortalecendo a cultura musical no Brasil.

11/07/2026 11:43

3 min

Cantor Freddie Mercury em show do Queen no estádio do Wembley, em Londres, no festival “Live Aid”, em 13 de julho de 1985
Cantor Freddie Mercury em show do Queen no estádio do Wembley, e...

Os brasileiros celebram o dia 13 de julho como o “Dia Mundial do Rock”, uma homenagem que remete ao festival “Live Aid”, realizado em 1985. Naquela ocasião, mais de 150 mil pessoas estiveram presentes simultaneamente no estádio Wembley, em Londres, e no JFK Stadium, na Filadélfia, para assistir a apresentações memoráveis de artistas como Queen, David Bowie, Phil Collins, Mick Jagger e Tina Turner.

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Foi Phil Collins quem sugeriu que a data se tornasse um marco para a comemoração do rock ‘n’ roll.

Em um artigo publicado em 2010, o radialista e pesquisador musical Kid Vinil relembrou que a ideia de Collins não foi levada a sério por muitos na época. Apesar do nome “mundial“, a celebração é predominantemente brasileira e sua origem se deve a uma estratégia publicitária de rádios de São Paulo nos anos 1990.

A origem da celebração no Brasil

A história começa em 1983 com a criação da rádio “97 FM”, atualmente conhecida como “Energia 97”, localizada em Santo André, na Grande São Paulo. A emissora adotou slogans como “A primeira em rock ‘n’ roll” e investiu fortemente no gênero musical, tocando desde Led Zeppelin até bandas brasileiras que estavam começando, como Legião Urbana e Ira!

Com o surgimento da concorrente “89 FM: A Rádio Rock” no final de 1985, as duas rádios passaram a adotar a data sugerida por Collins para celebrar o “Dia Mundial do Rock”. Ambas investiram em campanhas promocionais significativas para popularizar a data.

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A própria “89 A Rádio Rock” menciona em seu site que essa comemoração se tornou uma tradição no calendário publicitário brasileiro.

Em 2001, outra rádio paulistana também decidiu entrar na festa. A Kiss FM começou suas transmissões oficialmente em 13 de julho daquele ano, apresentando uma lista dos “500 melhores rock ‘n’ roll de todos os tempos”. Embora a celebração tenha sido disseminada para países vizinhos na América Latina, como Argentina e Chile, sua forte conexão permanece com o Brasil.

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Diversidade de datas comemorativas pelo mundo

No entanto, nos Estados Unidos, diferentes datas significativas são referenciadas pelos amantes do rock. O “Rocks International Day”, por exemplo, é associado ao dia 9 de julho devido à estreia do programa “American Bandstand”, apresentado por Dick Clark.

Outras datas importantes incluem 9 de fevereiro, que marca a primeira apresentação dos Beatles nos EUA; e 5 de julho, pela gravação da famosa música “Thats All Right” do Elvis Presley.

A realização do Live Aid

O Live Aid ocorreu em julho de 1985 como parte de um esforço beneficente para arrecadar fundos destinados ao combate à fome na Etiópia. Idealizado pelo cantor irlandês Bob Geldof, o evento teve shows realizados em locais distintos: os estádios Wembley em Londres e John F.

Kennedy na Filadélfia.

Grandes nomes do rock participaram dos concertos. Na Filadélfia, estavam Black Sabbath e Led Zeppelin reunidos com suas formações clássicas — Phil Collins chegou a substituir John Bonham na bateria. Outros artistas notáveis foram Bob Dylan, Mick Jagger (junto com Tina Turner), Eric Clapton e Madonna.

Em Londres, o Queen fez uma performance icônica que ficou eternizada no filme “Bohemian Rhapsody”, onde Rami Malek interpretou Freddie Mercury.

Estima – se que cerca de 72 mil pessoas estiveram presentes em Wembley e outras 90 mil na Filadélfia. Ao todo, milhões acompanharam as apresentações ao vivo por meio da TV e rádio em aproximadamente 100 países. Embora os números variem entre as fontes, acredita – se que o Live Aid arrecadou pelo menos 40 milhões de libras esterlinas durante os shows.

Autor(a):

Apaixonada por cinema, música e literatura, Júlia Mendes é formada em Jornalismo pela Universidade Federal de São Paulo. Com uma década de experiência, ela já entrevistou artistas de renome e cobriu grandes festivais internacionais. Quando não está escrevendo, Júlia é vista em mostras de cinema ou explorando novas bandas independentes.

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