Ações de semicondutores caem em Wall Street e investidores reavaliam cenário no Oriente Médio

Investidores reavaliam suas estratégias em meio à queda das ações de semicondutores, que impacta o desempenho do SP 500 e Nasdaq.

11/07/2026 04:09

3 min

Ibovespa mercado financeiro bolsa IA
Ibovespa mercado financeiro bolsa IA

As ações do setor de inteligência artificial em Wall Street enfrentam uma pressão inesperada, enquanto investidores reavaliam o cenário diante das tensões crescentes no Oriente Médio. Após um período de valorização histórica, muitos estão realizando lucros e buscando novas oportunidades de investimento.

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Nas últimas semanas, as ações de fabricantes de semicondutores caíram, impactando negativamente o mercado acionário norte – americano.

Desde 2 de junho, tanto o SP 500 quanto o Nasdaq Composite registraram recuos próximos a 2% e 5%, respectivamente. A indústria de semicondutores e equipamentos relacionados foi responsável por quase metade dos ganhos de valor de mercado do SP 500 neste ano, conforme destacou Mike ORourke, estrategista – chefe de mercado da Jones Trading.

Contudo, a rapidez e a magnitude desse crescimento geraram dúvidas sobre sua sustentabilidade.

Desempenho das ações e expectativas do mercado

Jeff Buchbinder, estrategista – chefe de ações da LPL Financial, comentou que “a alta das ações de semicondutores foi exagerada”. Ele observou que os investidores estão mais expostos às ações tecnológicas, especialmente as relacionadas a semicondutores, do que nunca antes.

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Embora a valorização dessas ações tenha contribuído para a recuperação dos mercados globais após uma queda no início do ano, agora as fabricantes de chips parecem hesitar.

A Micron Technology, por exemplo, viu suas ações despencarem mais de 20% desde que atingiram um pico histórico em 25 de junho. O índice PHLX dos semicondutores também caiu 15% desde que alcançou seu recorde no final daquele mês. Apesar da volatilidade recente, as empresas do setor ainda apresentam um desempenho positivo no acumulado do ano; a Micron acumula alta superior a 200%, enquanto o PHLX registra um aumento de 75%.

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Com a aproximação da nova temporada de resultados trimestrais, as expectativas em relação aos lucros aumentam. Neil Wilson, estrategista da Saxo Markets, alertou que “as ações foram precificadas considerando um crescimento extremamente forte dos lucros no futuro”, levantando preocupações sobre se os gastos com infraestrutura em IA conseguirão manter os preços elevados indefinidamente.

Pontos críticos para os investidores

Os chamados hiperescaladores estão sob intenso escrutínio à medida que o mercado avalia seus investimentos pesados em IA. Buchbinder comentou que “o mercado agora está olhando além da fase de implantação” para garantir que o retorno sobre esses investimentos seja concreto.

A desaceleração no crescimento pode provocar receios entre os investidores que dependem das previsões otimistas das fabricantes de chips.

Alonso Munoz, diretor de investimentos da Hamilton Capital Partners, apontou para a “volatilidade quase inacreditável” nas ações desse setor como um fator desencorajador para novos investimentos. Ele acredita que muitos preferem aguardar os resultados das próximas semanas antes tomar decisões.

Impactos externos e fatores geopolíticos

No geral, o SP 500 subiu cerca de 10% neste ano. Apesar do desempenho fraco das empresas semicondutoras, uma rotação para setores como financeiro e industrial ajudou a sustentar o mercado. No entanto, essa força depende da contenção do conflito no Oriente Médio.

Os investidores observam atentamente os desdobramentos no Estreito de Ormuz e seus efeitos nos rendimentos dos títulos do Tesouro. Quanto mais prolongada for a incerteza nesse cenário global, maior será o risco para as ações em um momento crítico para as fabricantes líderes do setor.

A última vez que o índice SP 500 caiu mais de 10% em relação ao seu pico ocorreu entre março e abril de 2025. Com isso em mente, muitos investidores buscam sinais de fragilidade na alta impulsionada pela IA que possam provocar quedas ainda maiores.

Jonas Goltermann, economista – chefe da Capital Economics, destacou: “Mais um dia difícil para as ações do setor semicondutor revela como as expectativas para anúncios financeiros bem – sucedidos aumentaram e quão dependente é o boom tecnológico atual do desempenho restrito a algumas empresas”.

Autor(a):

Com formação em Jornalismo e especialização em Saúde Pública, Lara Campos é a voz por trás de matérias que descomplicam temas médicos e promovem o bem-estar. Ela colabora com especialistas para garantir informações confiáveis e práticas para os leitores.

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